ABSOLUTA MULHER

Canto hoje, como todos os dias canto o ser de absoluta beleza, o ser de absoluta certeza do que quer e como quer, sempre acompanhada dos seus sentidos que tudo percebe, que tudo envolve, que é um universo em um corpo, normal ou produzido nas academias, mas um corpo de um ser necessário e útil, seja mãe, esposa, irmã, filha, neta, amiga, enfim, a mulher como ela é na sua essência e na sua grandeza de se fazer presente na vida humana, no seu receber e no seu doar, como raiz da vida.

Hoje, no tempo em que ainda se agride fisica e/ou moralmente a mulher é preciso que a humanidade perceba que a mulher é o ser de possibilidades múltiplas, que é a operária, a educadora, a cientista, a médica, a filosofa, a advogada, a prostituta, a amante, a religiosa, a mãe, em busca da vida plena, em busca da liberdade que vem sendo conquistada ao longo da história passando por cima de todas as admoestações praticadas pelo homem que carece do apoio da mulher para engrandecer-se cada vez mais.

Por isso é que sem medos ou receios digo sempre que preciso de você, mulher, porque haverá sempre um amor imenso, não esse amor de palavras doces e só; mas, um amor que se expõe como a vida do homem se expõe à violência urbana, como a luta humana pelo direito à liberdade de ter reconhecido o seu direito de ser sujeito em um tempo sempre nublado por conta das ainda idéias primitivas que o homem carrega.

Eu preciso de você, mulher, para juntos lutarmos contra o que nos oprime, desde a dor de se perder amores nos asfaltos, nas favelas, nos parques, nos cinemas, nos circos, até o reencontro com a vida plena do desejo de ser o amor como semente plantada brotando firme, forte este sentimento de vida, o amor, gigantesco como o baobá.

Preciso de você, mulher.

Ah, como preciso do que há de amor na mulher, no que há de pensares, no que há de convicções na mulher que mesmo com jeito físico de menina se agiganta diante de tudo e parte em busca da luta, até vencer.

Sim, preciso da mulher ao meu lado, fazendo-se parte de mim, impulsionando o sangue na permanência do querer ser sempre absoluta.

Preciso da mulher como o desejo de vida para preencher o vazio que sempre em nós se faz presente, em um momento ou outro.

Preciso de você, sim, mulher de todas as almas do tempo. Preciso de você, como o rebelde precisa do fuzil, “mas, sem perder a ternura, jamais”.

Preciso de você para saber que a vida não é só isso que vivemos no dia a dia, para saber que devemos ser como a tempestade, que arruina para que sejam feitas coisas boas e necessárias depois do que a lei natural das coisas expões seus desejos.

Preciso de você, mulher, para sempre acalmar a minha chama para que até mesmo o meu inferno festeje a paz que desejo..

Preciso de você, mulher, porque há um amor em mim que clama por você. Mas, não o amor de chocolate, que tem o seu sabor. Mas, o amor espada e chama que luta pelos ideais, que olha o nada e vê o tudo pelo buraco da parede, invisivel para muitos.

Preciso de você, mulher, para que sejamos mais do que um, mais do que dois; para que sejamos, quem sabe, o absoluto, porque precisamos, sim, “você de mim e eu de você”.

E, já que somos a espada de todos os tempos, que brademos aos quatro ventos o amor que temos para nos dar, sobre a pedra, sobre o mar, em meio à guerra de se dar como quem doa o sangue e faz outra vida abraçar…

Fonte: Cezar Ubaldo

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