Com piora no quadro econômico, aliados sugerem ‘trégua’ a Bolsonaro

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"É preciso centrar esforços na agenda de reformas para mostrar que o Brasil está fazendo sua parte", observou esse auxiliar. Coronavírus: Bolsonaro diz na TV que não há razão para pânico ainda que problema se agrave

Interlocutores do presidente Jair Bolsonaro fizeram chegar aos Estados Unidos, onde ele cumpre agenda, que será preciso atuar para diminuir a pressão política no Brasil diante da situação mundial, com forte queda das bolsas de valores e tensão com o avanço do coronavírus, e da guerra de preços iniciada entre grandes produtores de petróleo.

“Não é o momento de criar mais tensão. Temos que ter um entendimento interno para superar essa avalanche que vem de fora”, resumiu um auxiliar direto do presidente Bolsonaro.

Os alertas internos ganharam força nessas últimas horas, pelo fato do presidente Bolsonaro ter convocado neste fim de semana a população a participar de manifestações de rua a favor do governo, e afirmou que “quem tem medo de movimento de rua não serve para ser político”.

Bolsonaro, porém, disse que os atos não são contra o Congresso e nem contra o Judiciário. A fala de Bolsonaro aconteceu na escala técnica em Boa Vista, antes de seguir para a Flórida, nos EUA, e causou forte desconforto entre lideranças do Legislativo e do Judiciário.

A percepção de aliados próximos é que a convocação foi uma péssima sinalização e que diante do agravamento da situação econômica mundial, seria o momento de um armistício interno.

“É preciso centrar esforços na agenda de reformas para mostrar que o Brasil está fazendo sua parte”, observou esse auxiliar.

Gerson Camarotti

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