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Comportamento de Gabrielli é autofágico e ajuda oposição em relação a CPI

A entrevista concedida por José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, ao jornalista Ricardo Galhardo, em que ele afirmou que a presidente Dilma Rousseff “não pode fugir à sua responsabilidade” no caso Pasadena, foi bem recebida pela oposição.

Esta declaração é o novo trunfo dos presidenciáveis Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB, para garantir a CPI exclusiva da Petrobras.

“O desencontro de versões dentro do governo mostra cada vez mais a necessidade de que tudo seja investigado”, disse Campos.

“A CPI não é uma demanda das oposições, como querem fazer crer alguns governistas, mas da sociedade brasileira”, afirmou Aécio.

A decisão sobre uma CPI focada apenas na Petrobras, ou mais ampla, entrando também em temas como o escândalo Siemens-Alstom em São Paulo, está nas mãos de Rosa Weber, do STF.

Na oposição, a estratégia é manter o tema aceso. Nesta terça-feira, representantes do partido Solidariedade, que deve se aliar a Aécio, na sucessão presidencial, apresentará requerimento para que Gabrielli seja novamente ouvido na casa – desta vez, na Comissão de Fiscalização e Controle.

Parlamentares governistas minimizam o impacto da declaração de Gabrielli.

O deputado José Guimarães (PT-CE) afirma que suas declarações “não têm importância”. Como não tem importância se ele foi presidente da Petrobrás e responsável pela compra da refinaria.

A verdade é o PT está com um comportamento autofágico. Está entregando o poder as oposições de forma incompreensível.  

Fonte: B.247/Redação

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