Coordenadora do Inpe que alertou para desmatamento recorde na Amazônia é demitida por Bolsonaro

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Desmatamento da floresta amazônica

O governo Jair Bolsonaro exonerou a coordenadora-geral de Observação da Terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Lubia Vinhas.

A exoneração foi publicada no “Diário Oficial da União” desta segunda-feira (13) e foi assinada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

A Observação da Terra é a área do Inpe responsável pelo monitoramento da devastação da Amazônia, por meio do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

Na semana passada, o Inpe divulgou que junho teve o maior número de alertas de desmatamento para o mês em toda a série histórica, iniciada em 2015.

Os dados alertam para devastação em 3.069,57 km² da Amazônia no primeiro semestre deste ano, aumento de 25% na comparação com o mesmo período em 2019. Apenas em junho de 2020 foram 1.034,4 km².

Os ministérios do Meio Ambiente e de Ciência e Tecnologia ainda não se pronunciaram sobre a exoneração da coordenadora.

Em agosto do ano passado, o governo Bolsonaro exonerou o então diretor do Inpe, Ricardo Galvão.

Ele tinha mandato até o final de 2020, mas passou a ser criticado publicamente pelo próprio presidente Jair Bolsonaro também por apresentar dados de aumento na devastação da Amazônia.

Pesquisadores renomado, Galvão contou à época que o Ministério do Meio Ambiente se negava a receber suas informações sobre o desmatamento.

O monitoramento do Inpe é essencial para que o Ibama reforce a fiscalização e desempenhe ações de combate ao desflorestamento, algo que a pasta comandada por Ricardo Salles tem se esforçado para não fazer.

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