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DELATOR DIZ QUE TROCOU CRÉDITO DE PROPINA COM TESOUREIRO DO PT

O ex-gerente executivo de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco Filho disse, em delação premiada à força-tarefa da Operação Lava Jato, que fez uma “troca de propinas” com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. Ele não especificou valores.

Barusco afirmou que possuía um “crédito” da empreiteira Schahin Engenharia, gigante que atua nas áreas de petróleo e gás.

O ex-gerente estaria encontrando dificuldades em receber o dinheiro, que, segundo ele, seria relativo ao empreendimento de reforma e ampliação do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), no Rio de Janeiro, complexo de laboratórios na Ilha do Fundão.O ex-gerente disse que procurou Vaccari porque o petista “tem uma boa relação com a Schahin”.

A Diretoria de Serviços da Petrobras, unidade estratégica da estatal e na qual Barusco atuava, era cota do PT. Por ela passam todos os procedimentos de licitações e contratação da estatal.

Vaccari, segundo afirmou Barusco, também era credor de propina de uma outra empresa do ramo de óleo e gás que atua em contratos de módulos para o pré-sal e que participou da montagem de Angra I e Angra II.

O ex-gerente e o tesoureiro teriam feito, então, uma permuta. No cruzamento de propinas, o “crédito” do petista teria ficado para Barusco e Vaccari teria herdado o pagamento da Schahin.

A Schahin já havia sido citada em interceptações telefônicas do doleiro Alberto Youssef, um dos operadores do esquema na Petrobras, em que ele e um empresário que fornece materiais para a estatal conversam sobre quem “pagou em dia” e quem “estava atrasado” no repasse de dinheiro.

A empresa não tem executivos incluídos nas cinco ações criminais apresentadas pelo Ministério Público Federal.

Fonte: Agência Nacional

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