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EDUCAÇÃO, ENSINO E PREOCUPAÇÃO

Um país carente de um Ensino-Aprendizagem de qualidade, e no qual os professores não são tratados com a deferência com que devem ser. Escolas estão sendo fechadas no turno noturno por falta de alunos.

E, por que não temos alunos que possam preencher os quadros discentes das escolas?

Em primeiro lugar, mister se faz que o Estado assuma de vez, a responsabilidade com o Ensino-Aprendizagem no país, dando um tratamento mais sério e com a aplicação dos medicamentos corretos que são: aperfeiçoamento constante dos professores através de uma política real de valorização, qualificando-os no que se refere à competência técnica; melhoria salarial real, tirando da linha abaixo da média financeira os regentes e funcionários da área, ampliando o piso salarial, não acreditando que com um pouco mais de mil e novecentos reais vai se resolver a questão.

Revisão rigorosa das grades curriculares do Ensino fundamental e do Ensino Médio, enxugando-as; construção de planejamentos pedagógicos e seus conteúdos programáticos com base nas realidades vivenciadas pelos discentes e valorizando a Língua Materna e a Gramática como elementos-chave de desenvolvimento pessoal e de grupo.

Na verdade, diretores escolares, professores e funcionários das unidades de ensino que estão sendo fechadas no período noturno por conta de um fato social que nos preocupa, devem saber que este fato social, o êxodo escolar, vem acontecendo há muito tempo e está relacionado aos fenômenos de convivência humana, com suas causas e efeitos e se refletem em grupos sociais mais carentes e fatalmente envolvidos com os tantos males sociais que marginalizam a vida de nossos jovens.

Para quem trata o processo Ensino-Aprendizagem com seriedade não é difícil compreender que o êxodo escolar noturno obrigando o encerramento de matrículas e consequentes aulas em diversas escolas são motivadas por situações extrínsecas à sala de aula, também, tais como: problemas familiares, carências sociais, forte influência de “ídolos” violentos e envolvidos com a criminalidade.

Acreditar que pode haver mudança no contexto atual desde que surjam novas políticas públicas que satisfaçam a sociedade em todos os níveis; que as famílias unam-se e passem a guerrear a favor do Ensino-Aprendizagem de qualidade; que as mídias sociais tratem o processo de educação como fonte de desenvolvimento, comprometendo-se com o fim dos males lançados nas redes e que a nação brasileira lance mãos no fosso em que se encontra o nosso sistema educacional objetivando, em conjunto, encontrar a luz que ainda pode vir a incendiar a mente de jovens, a mente de todos e fazê-los vibrar.

Assim, que as transgressões venham como forma de construção de um pensar novo para que cada um seja responsável por tudo aquilo que realizar, por tudo o que cativar.

Fonte: Cezar Ubaldo

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