Internet na Amazônia e independência em comunicação militar não virou notícia

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on email
Satellite brasileiro em 2017

Para ser justo, O Globo publicou uma pequena nota. No resto da grande imprensa, silêncio sobre a conclusão  da primeira das duas torres de controle do Satélite de de Comunicações e Defesa (SGCD), primeiro equipamento do  controlado pelo governo brasileiro, desde que Fernando Henrique Cardoso vendeu a Embratel e seus satélites, hoje sob o controle do estranhíssimo Carlos Slim, o bilionário mexicano.

O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e das Comunicações (MC) e envolve investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão, com previsão de lançamento em órbita em 2017.

Um quarto de sua capacidade será exclusivo das comunicações militares e três  quartos vão servir para levar internet á Amazônia, onde o cabeamento físico para alta velocidade  seria economicamente inviável.

Associa-se, assim, o essencial investimento em defesa com o uso civil e comercial.

O satélite é do tipo geoestacionário, isto é, vai orbitar a Terra na mesma velocidade de rotação do planeta, permanecendo “fixo” em relação ao território brasileiro.

Apesar de estar sendo construído na França, nas oficinas da empresa franco-italiana Thales Alenia Space, sua construção é gerida pela Visiona, uma joint-venture entre a Embraer e a Telebras.

A torre, instalada no Comando da Aeronáutica em Brasília, é a primeira das duas unidades de controle do satélite: a segunda será erguida no Rio de Janeiro. Hoje, o Ministério da Defesa paga R$ 13 milhões para usar dois satélites privados – estrangeiros – para suas comunicações sensíveis.

Não estão incluídos no contrato mas, com certeza, estão no “pacote” a escuta de tudo o que se transmite nas comunicacões militares. Que, se quiserem, “apagam” com um clique no computador.

Esencial para a nossa estratégia de Defesa nacional, embora haja um pequeno – e minguante – grupo de militares do tipo Jair Bolsonaro, que não comemora conquistas de governos nacionalistas, nem mesmo estas.

Talvez achem que comunicações militares se façam ainda com telefones de campanha – aquele de manivela, da 2a. Guerra Mundial, ou com reflexos de espelhinho ou ainda, quem sabe, sinais de fumaça.

Fernando Brito

OUTRAS NOTÍCIAS