Justiça suspende pagamentos e cadastros da Telexfree

A Justiça do Acre determinou ontem (19), a pedido do Ministério Público do Acre, a suspensão de pagamentos e adesões ao Telexfree, medida válida para todo o País. A decisão atendeu a uma ação cautelar do MP, preparação para uma ação civil pública que pretende fechar definitivamente a Ympactus Comercial Ltda, nome real da Telexfree – acusada de ser uma pirâmide financeira “insustentável” e “ilegal”. A Telexfree respondeu por um vídeo em seu site e no Facebook: buscou tranquilizar seus cadastrados e prometeu recorrer da decisão.

A suspensão partiu da 2ª Vara Cível de Rio Branco e vale até a ação principal ser julgada, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

O Telexfree diz ser uma empresa de marketing multinível que vende pacotes de contas de telefonia VoIP (pela internet). Grupos dos chamados divulgadores pagam por pacotes de no mínimo dez planos VoIP e não precisam vender nada para lucrar: basta postarem anúncios em sites sem conteúdo, só com os anúncios, desde que consigam novos divulgadores.

Segundo o MP, o problema é este: não há venda real de produtos e o esquema se sustenta com dinheiro de novos participantes, o conhecido esquema de pirâmide, que prejudicou milhares de pessoas no País e no mundo, a exemplo das Fazendas Reunidas Boi Gordo e Avestruz Master, década passada.

O MP faz uma conta que indica como a suposta venda não se sustenta: se cada um dos 70 mil divulgadores do Acre tiver comprado só o pacote mínimo, de dez contas para vender, seria preciso fazer só naquele estado 700 mil vendas, quase a população acreana inteira, de 758 mil habitantes em 2012, segundo o IBGE.

No vídeo em que fala do caso, Carlos Costa, diretor de Marketing do Telexfree, orienta os cadastrados a buscarem informações sobre a empresa só no site do grupo. “Nós aqui nunca vamos correr de estar passando todas as informações para vocês”, diz o diretor. A empresa não teria sido comunicada oficialmente da decisão, mas trabalha para reverter a liminar. Ele diz que vários estados investigam a Telexfree e no Espírito Santo, sede da companhia, a Justiça não concedeu um pedido de prisão contra os sócios por falta de elementos na peça de acusação.

Fonte: Redação

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