Morte de PMs: garoto teria contado a amigo que tentou matar avó com flecha

Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, teria contado a um amigo que havia tentado matar a avó, Benedita Oliveira Bovo, usando um arco e flecha. A revelação foi feita a um amigo que prestou depoimento à polícia.

 

Os depoimentos também teriam revelado que Marcelo, suspeito de ter matado a família no dia 5, na zona norte de São Paulo, foi à aula com um ferimento na altura do lábio. Questionado sobre o que tinha acontecido, o garoto respondeu que tinha usado a arma da mãe, uma .40, e que o impacto do revólver teria causado o machucado.

 

A arma é a mesma com que foram feitos os disparos que mataram a mãe de Marcelo, a policial militar Andréia Regina Bovo Pesseghini; o pai, o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini; a avó e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva. Todos foram encontrados mortos em casa, na Vila Brasilândia. Marcelo também morreu com um tiro na cabeça e a polícia acredita que ele tenha matado toda a família, ido à escola e se suicidado ao voltar pra casa.

 

Outro depoimento de um dos amigos do adolescente revela que Marcelo teria comentado, para os colegas de escola, que o pai havia matado dois bandidos. A diretora do colégio teria ficado tão impressionada que chamou os pais dele para pedir que evitassem esse tipo de comentário dentro de casa.

 

A polícia lida com perfis diferentes sobre o menino. A família, a diretora da escola, alguns amigos e a médica que cuidava do tratamento da fibrose cística que Marcelo tinha falam que o garoto era dócil, reservado e incapaz de cometer um crime. Já os colegas que deram depoimento contaram que Marcelo não só confessou o crime, como também pretendia matar a diretora da escola e havia criado um grupo secreto com o objetivo de matar os pais.

 

A polícia considera Marcelo o único suspeito. Nesta sexta-feira (23), mais dois colegas seriam ouvidos. Com isso, a investigação espera encerrar os depoimentos e aguardar a conclusão dos laudos do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística. Até quinta-feira (22), 41 testemunhas do caso haviam sido ouvidas.

 

 

Fonte: Redação/ R7

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