O LIVRO, PARA QUEM GOSTA…

O livro é um produto de consumo que não deve ficar nas estantes das casas, das livrarias e das bibliotecas sem serem tocados, manuseados, comprados e lidos.

O livro é a parte de nossa vida que os outros desconhecem; é divino,assim como o nascimento de um filho, é como a nossa fruta predileta, é o nosso alimento espiritual de cada dia, é a nossa cor, a filosofia que cultivamos nas discussões diárias que nos impele a refletir sobre todas as coisas e pessoas à nossa volta.

O livro é a mão que acaricia, são os nossos dedos que transformam, são os nossos papéis sociais encontrados nele, e papéis em branco que tornamos vida através de versos, contos, crônicas, romances, etc.

O livro é a nossa carne viva e um pedaço do cosmo, é nossa estrela da manhã, brisa do mar, calor do sertão, é o tango, o bolero, o samba, um ballet clássico ou moderno, um coral de vozes, uma sonata, uma sinfonia; o livro é tudo e muito mais: é o oxigênio que alimenta o cérebro ou a bicicleta que nos faz exercitar, é mais emoção do que um jogo de futebol, é nossa medida certa de conhecimentos, é chuva de prata, é torrente de paixão, é corpo lírico de mulher em cada página lida, é o beijo ardente que regala o encontro, é o manto, o sagrado, o profano, o tempo em seus mistérios e luz.

O livro é a nossa dialética e nossa metafísica, é o nosso melhor partido político, é o nosso peso que não nos faz curvar, é nossa rebeldia com ou sem causa que nos faz refletir e caminhar para a frente.

O livro é paixão desenfreada, é hábito e gosto porque livro construído sem paixão não provoca leitura, é coisa sem sabor; não é desejo, não é nada, não é livro, não há gente dentro dele, nem gente diante dele… Livro tem que ser vida…

Fonte: Cezar Ubaldo

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