Paraíba: Detentos transexuais e gays ganham alas exclusivas em três presídios

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Após denúncias de abusos sexuais e discriminação por parte dos demais internos, três presídios da Paraíba criaram alas destinadas a detentos transexuais e gays. As celas foram criadas no início deste mês e são opcionais. O MEL (Movimento do Espírito Lilás) foi quem reivindicou o direito e tem o apoio da OAB-PB (Ordem dos Advogados do Brasil). Os Estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais também adotaram a medida há alguns anos.

 

As celas foram instaladas nos presídios do Roger, em João Pessoa, e no Serrotão, em Campina Grande. Uma ala na Penitenciária Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), na capital, também foi instalada, mas ainda não abriga nenhum detento transexual.

 

O presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB, José Batista Neto, afirma que o órgão recebeu denúncias de ameaças e maus-tratos aos presos que assumiram no sistema penitenciário que eram gays. “Acreditamos que a medida é positiva por reduzir a possibilidade de que essas pessoas sofram violência. Queremos ainda que elas tenham atendimento médico especializado porque faziam uso de hormônios antes de entrarem no presídio”, disse.

 

O secretário de Administração Penitenciária do Estado, Wallber Virgolino, informou que a decisão foi tomada porque o ‘detento tem o direito de escolher com quem se relaciona sexualmente e não ser forçado a isso’. Ele afirmou ainda que é estudada a viabilidade das alas em todos os presídios do Estado.

 

 

 

Na imagem, sete detentos que ocupam a ala LGBT no presídio Roger, em João Pessoa. Eles ganharam direito à visita íntima homoafetiva e podem usar roupas femininas, além de terem reconhecido o nome de transexual.

 

Fonte: Redação/ R7

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