Privatização do Clériston é uma jogada do governo, diz diretor do Sindicado dos Enfermeiros da Bahia

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Segundo Edklércio de Mendonça Gomes, delegado da Região Leste do Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (SEEB) em entrevista veiculada no Programa Jornal da Povo, o Hospital Geral Clériston Andrade vem passando por um processo de sucateamento de anos onde todos nós achávamos que realmente era por falta de recursos e interesse e outras diversas situações. Hoje, os funcionários e a sociedade civil organizada inclusive já tem uma outra expectativa em relação a isso. Para ele, o que se vê é uma jogada do governo do Estado de forma provocada para privatizar o Clériston Andrade.

A visita surpresa do secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla no dia 15 de janeiro preocupado com a saúde de Feira de Santana e com a situação do hospital foi um trabalho de marketing ; após 15 dias sai no Diário Oficial a publissização do hospital. Como em quinze dias você organiza um processo de privatização de um hospital do porte do Clériston ?Isso demonstra que já vinha sendo organizada toda uma estrutura para que isso ocorra, argumenta o diretor do sindicato.

 

Quanto à situação dos funcionários informa que houve uma visita de alguns membros da secretaria do estado para esclarecimentos mas não trouxeram nenhuma informação precisa. Houve uma outra reunião com a presença dos sindicatos organizados onde foi questionado o porquê da privatização e por que iniciar com o Clériston e como isso irá acontecer na verdade. Os funcionários foram comunicados sobre a possibilidade daqueles que possuem tempo para a aposentadoria teriam a aposentadoria compulsória independente de sua vontade, os que encontram-se em estágio comprobatório será avaliada essa situação podendo até mesmo perderem suas vagas. Quanto aos outros funcionários mesmo àqueles que já estão há 20 anos caso tenham feito concurso para outras Dires retornarão às suas respectivas Dires. E os que fizeram concurso para o hospital serão redistribuídos entre os 26 municípios e também serão prejudicados.

 

Ele afirma que há uma manobra do governo para que as carências do hospital e de outros hospitais levem à justificativa para privatizá-los pois quem provê o Clériston é o governo do Estado. O nosso deputado local é o representante da Assembleia Legislativa do Estado é quem diz ser a pessoa que indica os gestores do hospital. Então, cabe ao governo assumir à sua incompetência em gerir o Clériston ou está manobrando e articulando essas ações para justificar colocar uma empresa privada lá dentro.

 

Essa publissização do Clériston Andrade , ou seja privatização, lançada no Diário Oficial não foi discutida com nenhum setor da sociedade de Feira de Santana nem tão pouco passou pelo crivo e aprovação do Conselho Estadual de Saúde. O que eles estão fazendo com isso é tirando o dinheiro do SUS que passa pela fiscalização de vários órgãos públicos e colocando na mão de uma empresa privada que tem total autonomia de fazer compras sem licitações, de contratar as indicações políticas ou quem quer que eles queiram sem concurso público e avaliação desses profissionais. Essa é a jogada do governo. E uma das empresas inclusive que se comenta nos corredores que virá para o Clériston está sendo fiscalizada pelo Ministério Público Federal por receber um repasse mensal de R$ 300 mil reais referente ao INSS Patronal que por ser uma organização social não tem obrigatoriedade de recolher INSS Patronal, argumenta Ediclésio.

 

Gostaria que os representantes constituídos discutissem essas questões junto à sociedade organizada para que tivéssemos respostas para onde está indo o dinheiro do SUS, conclui.

Fonte: Redação

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