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TEMER PRODUZ O MAIOR ROMBO FISCAL DA HISTÓRIA

O setor público registrou um rombo fiscal de R$ 19,5 bilhões em junho, segundo divulgou o Banco Central

O setor público registrou um rombo fiscal de R$ 19,5 bilhões em junho, segundo divulgou o Banco Central nesta sexta-feira.

Esse foi o pior resultado para o mês na série histórica iniciada em dezembro de 2001 e o déficit acumulado em doze meses já soma R$ 167,2 bilhões – R$ 28,2 bilhões acima da meta que já prevê um rombo de R$ 139 bilhões.

A presidente legítima Dilma Rousseff, que foi vítima de um golpe parlamentar sob a acusação de “pedaladas fiscais”, produziu resultados muito melhores do que os de Michel Temer e Henrique Meirelles.

Em seu primeiro mandato, ela produziu fartos superávits fiscais, com 2,94% do PIB em 2011, 2,18% em 2012 e 1,72% em 2013. Apenas em 2014, com a retração da economia global e em especial dos preços do petróleo, houve um déficit de R$ 17,2 bilhões, equivalente a 0,57% do PIB – um número que é menos do que o estrago que Temer e Meirelles provocam por mês.

Aliados do Palácio do Planalto já trabalham para ampliar em R$ 30 bilhões a meta do rombo previsto em 2017 – o que pode levar à queda de Meirelles.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

O setor público consolidado, formado por União, os estados e os municípios, registrou déficit nas contas públicas em junho, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (28) em Brasília. O déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 19,552 bilhões. Esse foi o pior resultado para o mês na série histórica iniciada em dezembro de 2001.

O resultado do primeiro semestre também foi o maior para o período, chegando ao déficit primário de R$ 35,183 bilhões. Em 12 meses encerrados em junho, o déficit primário ficou em R$ 167,198 bilhões, o que corresponde a 2,62% do Produto Interno Bruto (PIB) , a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Em junho deste ano, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) acusou déficit primário de R$ 19,937 bilhões. Os governos estaduais anotaram superávit primário de R$ 346 milhões, e os municipais, superávit de R$ 107 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram superávit primário de R$ 145 milhões no mês passado.

Em junho, os gastos com juros nominais ficaram em R$ 31,511 bilhões, contra R$ 22,113 bilhões em igual mês de 2016. O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados de juros, atingiu R$ 51,063 bilhões no mês passado ante R$ 32,174 bilhões de junho de 2016. Em 12 meses encerrados em junho, o déficit nominal ficou em R$ 440,297 bilhões, o que corresponde a 6,89% do PIB.

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,112 trilhões em junho, o que corresponde a 48,7% do PIB, com elevação de 0,6 ponto percentual em relação a maio.

A dívida bruta (contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,674 trilhões ou 73,1% do PIB, com aumento de 0,6 ponto percentual em relação avo meirelo mês anterior.

Leonardo Attuch

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