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Apesar dos apelos de Zelensky, muitos líderes não europeus ignoram cúpula na Suíça, diz mídia

ZELENSKY UMA DERROTA JÁ PROGRAMADA

O apoio ao líder ucraniano pelo Ocidente contrasta com a posição que o último tem sobre Gaza, segundo a revista britânica New Statesman.

Muitos líderes de países não europeus não participarão da conferência sobre a Ucrânia na Suíça em protesto contra a duplicidade de critérios do Ocidente em relação ao conflito na Faixa de Gaza, segundo fontes da revista britânica New Statesman.

“A guerra em Gaza está cobrando um preço: fui informado de que muitos líderes não europeus não irão à conferência na Suíça em protesto contra as posições contraditórias do Ocidente”, escreve na quarta-feira (5) a mídia.

A agência norte-americana Bloomberg acrescenta na quarta-feira (5) que a tentativa de Vladimir Zelensky de conquistar o apoio da Ásia fracassou.

“No momento em que este artigo foi escrito, parece que apenas José Ramos-Horta, presidente do Timor-Leste, e Sim Ann, ministra de Estado sênior das Relações Exteriores de Cingapura, irão da Ásia”, além de um representante das Filipinas, diz o artigo, intitulado “A tentativa de Zelensky de ganhar o apoio da Ásia fracassa”.

“Ele [Zelensky] veio vender a ideia de que a Ásia precisa se unir à Ucrânia […]. Mas seu argumento falhou”, aponta a Bloomberg, observando que Zelensky e o Ocidente ignoraram a questão do apoio da Ásia à Ucrânia por muito tempo, e agora é “tarde demais”.

A Suíça realizará uma conferência sobre a Ucrânia nos dias 15 e 16 de junho, perto da cidade de Lucerna, no resort de Burgenstock. Cerca de 80 países confirmaram sua participação, mas a Rússia não estará presente.

Vladimir Khokhlov, porta-voz da embaixada russa em Berna, Suíça, deixou claro que a ideia de uma conferência de paz promovida pelos organizadores era inaceitável para a Rússia porque era não mais que outra versão de uma “fórmula de paz” que não levava em conta os interesses russos.

O Kremlin disse que era absolutamente ilógico e inútil procurar soluções para uma saída para a situação do conflito ucraniano sem a participação da Rússia.

SPUTNIK

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