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Greve geral contra governo Macri na Argentina

Quarta greve geral contra a política econômica do governo de Mauricio Macri foi convocada pela principal central sindical da Argentina — Foto: Natacha Pisarenko/AP Photo/

A quarta greve geral contra a política econômica do governo de Mauricio Macri, convocada pela principal central sindical da Argentina, paralisa transportes e serviços nesta terça-feira (25) no país.

A greve foi convocada no momento em que Macri está em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU e se reunir com investidores para tentar transmitir confiança.

Pelo menos 15 milhões de pessoas estão sendo afetadas pela paralisação, que afeta o funcionamento de ônibus, metrô e trens.

Desde o final da tarde de ontem, as seis linhas do metrô de Buenos Aires estavam completamente paralisadas, aderindo a greve e não funcionarão novamente até amanhã.

Geralmente lotadas por engarrafamentos, as ruas de Buenos Aires possuíam um pequeno tráfego e, no centro da cidade, as buzinas e os ruídos do motor eram substituídos pelo silêncio, informa a Reuters.

Na região de Rosário, onde está localizado o maior polo agro-exportador da Argentina, os embarques de grãos e derivados foram interrompidos pelo protesto dos trabalhadores.

Nos aeroportos, empresas como Aerolíneas Argentinas e Latam já anunciaram o cancelamento de todos seus voos domésticos, por isso sugeriram aos clientes que reprogramem suas viagens.

Não há transporte de caminhões, bancos, comércios, escolas, universidades e repartições públicas foram fechadas.

Nos hospitais públicos do país, devem funcionar os serviços mínimos para emergências. Os serviços de coleta de lixo e postos de combustível também serão afetados pela paralisação.

Apesar de realizarem operações, espera-se um dia com pouca atividade nos mercados financeiros já que os bancários também se comprometeram com a greve.

A renúncia do presidente do banco central, Luis Caputo, anunciada nesta terça-feira também afeta os mercados. O dólar era negociado em alta de mais de 2%, ao redor de 39 pesos.

A paralisação, promovida pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), visa protestar contra os ajustes do governo em meio à crise que afeta o país pela desvalorização abrupta do peso argentino registrada desde o final de abril, a alta inflação (que deve superar 40% em 2018), e a queda da atividade econômica. Os líderes sindicais exigem reposição salarial e também rejeitam o acordo com o FMI.

As greves anteriores de 24 horas promovidas contra o atual governo por parte da CGT aconteceram em abril e dezembro de 2017 e no final do último mês de junho.

O presidente argentino reiterou que este não é “um momento oportuno” para fazer uma nova greve, que segundo as estimativas terá um custo econômico de aproximadamente 31,6 bilhões de pesos argentinos (US$ 847,16 milhões), equivalente a 0,2% do Produto Interno Bruto.

A greve deve causar um prejuízo de US$ 850 milhões ao país, o equivalente a 0,2% do PIB, segundo o próprio governo. Na verdade, alguns setores começaram a greve já na segunda-feira (24).

A expectativa é que até sexta-feira haja o anúncio de um novo acordo financeiro com o FMI. Em entrevista para a Bloomberg TV na segunda-feira (24), Macri disse que o país estava perto de atingir um acordo final com o FMI, e que havia “chance zero” de que a Argentina daria default em sua dívida externa no próximo ano.

G1

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