Livraria é incendiada após boato de que seu dono era contra Maomé

 

A Livraria Al-Saeh, localizada na cidade antiga de Trípoli, no Líbano, nesta sexta-feira (3) foi vítima de extremistas muçulmanos que, diante do falso rumor de que seu dono havia escrito um artigo contra Maomé, o profeta do islamismo, forçaram sua entrada e empaparam os livros com gasolina, antes de atear fogo. Foram queimados livros centenários dessa que é conhecida como uma das livrarias mais antigas do Líbano.

O chefe das forças de segurança chegou a afirmar em público que o boato não era verdadeiro, mas a história já havia incendiado os ânimos na cidade, levando ao ataque de extremistas.

O país tornou-se palco das disputas regionais entre correntes islâmicas, opondo xiitas de Irã e Síria a sunitas da Arábia Saudita.

A cidade costeira de Trípoli, em especial, tem sido abalada pelo conflito sírio, já que a sua população alauita (ramo do xiismo) defende o ditador Bashar al-Assad. Os sunitas apoiam os insurgentes, que querem ver o presidente deposto.

A queima da Livraria Al-Saeh foi recebida com surpresa ao redor do país. Seu dono, o padre grego ortodoxo Sruoj, é uma figura local carismática, que vende, inclusive, títulos sobre a vida do profeta Maomé e o islamismo. Agora, ele está assustado e quer garantias da liderança política e das milícias para voltar e reabrir a Livraria Al-Saeh.

Fonte: Redação com informações de agências internacionais

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