Massacre em casa de shows deixa mais de 100 mortos em Paris

Terroristas explodiram bombas em estádio e abriram fogo no nordeste da cidade e no centro

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on email
Ataque terrorista em Paris

Uma série de ataques simultâneos em Paris nessa sexta-feira (13) deixou mais de uma centena de mortos. Na casa de espetáculos Bataclan, os terrroristas assassinaram 118 pessoas que estavam sendo mantidas como reféns, afirmou o vice-prefeito de Paris Patrick Krugman. Outras 43 pessoas morreram em outros ataques.

Entre os feridos, há ao menos dois brasileiros.

Um dos alvos foi o Estádio da França, onde o presidente francês François Hollande assistia à partida entre França e Alemanha. Ele foi retirado do local.

Ao menos uma das três explosões registradas no local foi provocada por um homem-bomba, segundo as autoridades francesas. Outras duas foram detonadas nos arredores da arena.

As pessoas que acompanhavam o jogo ficaram impedidas de deixar o estádio após o atentado.

Quatro ataques ocorreram entre o 10º e o 11º arrondissement, na região nordeste da capital francesa.  Os crimes ocorreram próximos dos escritórios do jornal Charlie Hebdo, onde um atentado matou 13 pessoas em janeiro último.

O primeiro dos quatro atentados ocorreu por volta das 21h20. Com metralhadoras Kalashnikov, dois atiradores abriram fogo contra os restaurantes Petit Cambodge e Le Carrillion, que ficam na mesma esquina.

Em seguida, foi registrado um ataque na Rue Fontaine Au Roi.

Quase simultaneamente, houve forte explosão e um tiroteio de ao menos dez minutos dentro da casa de espetáculos Le Bataclán, onde ocorria uma apresentação da banda californiana Eagles of Death Metal. Testemunhas afimaram que de dois a três terroristas também usavam metralhadoras Kalashnikov no local.

Por cerca de duas horas, os terroristas mantiveram cerca de 100 reféns na casa de espetáculos. O sequestro só ocorreu após a polícia invadir o local. Dois terroristas teriam morrido na ação policial. A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, acompanhou a ação.

O quarto ataque na região próxima ao Charlie Hebdo foi registrado na esquina da rua Charonne com a rua Faidherbe, próximo ao bar Belle Époque.

Além do atentado no Estádio da França e dos quatro ataques no nordeste da cidade, foram registrados atentados na Rue Beaumarchais, na Avenue de la République e nos Halles.

Fronteiras fechadas e plano Alpha Vermelho

Em pronunciamento na noite desta sexta-feira (13), o presidente François Hollande disse que a cidade está sob estado de emergência e terá áreas inteiras bloqueadas para acesso por motivos de segurança. As fronteiras do país foram fechadas.

Com o plano Alpha Vermelho em ação para estados de emergência, autoridades locais ganham poder de polícia e podem fechar locais públicos, restringir a circulação de pessoas e requisitar armas de cidadãos.

A prefeitura de Paris recomendou que as pessoas permaneçam onde estão. Os parisienses criaram uma hashtag no Twitter para acolher quem estiver na rua, sem saber para onde ir. A hashtag #PorteOuverte (Portas Abertas) já virou trending topics e é o assunto mais comentado no mundo na rede social

Autoridades do mundo todo se pronunciaram sobre o caso. A presidente Dilma Rousseff prestou solidariedade aos franceses e classificou o caso como “barbárie”. O presidente Barack Obama falou em “tentativa ultrajante para aterrorizar civis inocentes”.

Reuters

OUTRAS NOTÍCIAS