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Rússia, China e Irã caminham para parceria estrutural devido à Ucrânia, diz chanceler turco

Rússia, China de Irã caminham para parceria estrutural

As implicações do conflito na Ucrânia, diante do apoio ocidental a Kiev, tem levado Rússia, China e Irã a consolidarem cada vez mais uma parceria estrutural, declarou o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, nesta segunda-feira (24).

“A questão da Ucrânia é extremamente importante. O custo do conflito contínuo para a região e o mundo é muito alto. E o que é ainda mais grave: esse risco pode crescer e se espalhar. Ele pode se espalhar geográfica e metodicamente. A questão das armas nucleares pode entrar na pauta”, disse Fidan em entrevista ao canal de televisão turco Habertürk.

O chanceler turco destacou ainda que durante as visitas à China e à Rússia ele observou uma “divisão do mundo” causada pelas tensões na Ucrânia.

“Rússia, China e Irã estão caminhando para uma parceria estrutural. Esta é uma expansão provocada pelo conflito”, disse ele.

Interesse da Turquia no BRICS é um ‘processo normal’

Durante a entrevista, o ministro da Turquia também comentou o interesse da Turquia em aderir ao BRICS. Conforme Hakan Fidan, é um processo normal e Ancara está interessada em se fortalecer junto à economia mundial.

“Estamos considerando plataformas econômicas alternativas. O BRICS é diversificado porque inclui China e Rússia, que são superpotências. O BRICS é mais focado no componente econômico, reúne todas as religiões e culturas, o que o diferencia da União Europeia [UE]”, declarou.

O ministro lembrou do alto volume de comércio da Turquia com a China e a Rússia. “Estamos interessados em entender como a economia mundial é vista”, acrescentou.

Ao responder a uma pergunta sobre a possível pressão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e da UE sobre o país, Fidan lembrou que “a OTAN é uma organização militar”.

“No que diz respeito à UE, lá existem compromissos. Se houvesse vontade política da UE, se não estivéssemos no ponto em que estamos agora, nossa perspectiva seria diferente”, finalizou.

SPUTNIK

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