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Sanções à Rússia afetarão economia global e causarão danos a todos os países, diz premiê da China

Sanções à Rússia afetarão economia global e causarão danos a todos os países, diz premiê da China

Nesta sexta-feira (11), o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, afirmou que as sanções aplicadas contra a Rússia terão um impacto negativo na recuperação da economia global após a pandemia da COVID-19.

Segundo a declaração do premiê chinês, as medidas aplicadas contra Moscou causarão danos a todos os países.

“A economia global já está sob o ônus negativo da pandemia, as sanções afetarão a recuperação da economia global e não serão lucrativas para nenhum país”, afirmou.

Keqiang demonstrou preocupação com a situação na Ucrânia e defendeu esforços para garantir o diálogo entre as partes envolvidas. Essa posição vem sendo defendida por Pequim desde o início, que através de sua diplomacia aponta que as demandas russas precisam ser ouvidas.

“A situação atual na Ucrânia é realmente preocupante, é necessário fazer todos os esforços para apoiar as negociações russo-ucranianas para superar as diferenças e encontrar uma solução pacífica”, disse.

O premiê chinês disse ainda que a China continuará a trabalhar com a comunidade internacional para restaurar a paz. Em encontro virtual recente, o presidente chinês, Xi Jinping, defendeu a resolução pacífica da questão durante conversa com seu equivalente francês, Emmanuel Macron, e alemão, Olaf Scholz.

“A situação atual na Ucrânia está chamando a atenção de toda a comunidade internacional. A China também está profundamente preocupada. Esperamos que a situação na Ucrânia seja resolvida e que a paz seja restaurada o mais rápido possível”, disse.

Com base nos princípios de respeito mútuo e benefício mútuo, a China “desenvolverá relações de cooperação com todas as partes e garantirá mais estabilidade no mundo”, acrescentou o primeiro-ministro.

Rússia é o país mais sancionado do mundo

Na madrugada do dia 24 de fevereiro, a Rússia anunciou o início de uma operação militar especial na Ucrânia após pedido das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk (RPD e RPL, respectivamente).

A medida ampliou o ritmo de sanções econômicas contra Moscou, que já vinha sofrendo reprimendas do tipo após o reconhecimento da independência da RPD e da RPL desde alguns dias antes da deflagração da operação.

O presidente dos EUA, Joe Biden, anuncia sanções contra a Rússia, durante discurso na Casa Branca, em Washington, em 8 de março de 2022

As sanções anunciadas pelos EUA e seus aliados tornaram a Rússia o país mais sancionado do mundo e incluem as reservas internacionais russas, além do banimento do petróleo russo por Washington. Entre as consequências da medida está o aumento no preço internacional do combustível fóssil, o que impacta virtualmente o mundo todo.

Panorama internacional

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A Ucrânia abriga instalações de pesquisa biológica, e os Estados Unidos se preocupam com o controle das Forças Armadas russas sobre essas bases, afirmou a subsecretária de Estado para Assuntos Políticos norte-americana, Victoria Nuland, na terça-feira (8).

“A Ucrânia tem instalações de pesquisa biológica com as quais, na verdade, estamos bastante preocupados, pela possível tentativa das forças russas de obter seu controle”, admitiu Nuland, durante uma audiência no Senado.

Por isso, segundo ela, os EUA estão em contato com os ucranianos para encontrar uma solução e “impedir que qualquer um desses materiais de pesquisa caia nas mãos das forças russas”.

No último domingo (6), o major-general Igor Konashenkov, representante oficial do Ministério da Defesa russo, anunciou que foram encontradas provas de um programa de guerra biológica em laboratórios ucranianos perto da fronteira com a Rússia.

“Os documentos recebidos [dos respectivos funcionários ucranianos] confirmam que em laboratórios biológicos ucranianos, nas proximidades do território russo, estavam sendo desenvolvidos componentes de armas biológicas”, descreveu aos jornalistas.

Segundo o militar, Kiev eliminou urgentemente os vestígios desse programa, financiado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

“Durante a realização da operação militar especial, foram desvendados fatos de limpeza emergencial por parte do regime de Kiev de vestígios do programa biológico militar financiado pelo Departamento de Defesa dos EUA”, detalhou.

Na ocasião, Konashenkov afirmou que com o começo da operação russa “o Pentágono tinha sérias preocupações com a divulgação da realização de experimentos biológicos secretos na Ucrânia”.

Entre os documentos encontrados, estavam indícios de destruição de patógenos de peste, antraz, tularemia, cólera e outras doenças mortíferas.

Panorama internacional

Washington alertou que o plano de Varsóvia de entregar jatos MiG-29 de fabricação soviética para a Ucrânia pode ameaçar toda a Aliança Atlântica.

Um plano, segundo o qual os EUA transfeririam aviões de propriedade polonesa para a Ucrânia, corre o risco de arrastar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) diretamente para um conflito militar entre Kiev e Moscou, disse o Pentágono, que aparentemente rejeitou um acordo proposto anteriormente por Varsóvia.

Na terça-feira (8), a Polônia anunciou que estava pronta para implantar “imediata e gratuitamente” sua frota de jatos MiG-29 para uma base da OTAN na Alemanha e entregá-los aos militares dos EUA. Em troca, Washington forneceria a Varsóvia “aeronaves usadas com capacidades operacionais correspondentes” para abastecer sua frota.

Respondendo ao acordo proposto na terça-feira, o Pentágono sinalizou que estava relutante em desempenhar qualquer papel no assunto.

“A perspectiva de caças ‘à disposição do governo dos Estados Unidos da América’ partindo de uma base dos EUA/OTAN na Alemanha para voar no espaço aéreo que é contestado pela Rússia sobre a Ucrânia levanta sérias preocupações para toda a aliança da OTAN”, disse o porta-voz do Pentágono, John F. Kirby.

Panorama internacional

Zelensky está pronto para discutir não adesão à OTAN sob condições, segundo Kiev

Apontando para potenciais “desafios logísticos” que tal plano pode encontrar, Kirby disse que “não estava claro” para o Pentágono se a ação era justificada.

“Não acreditamos que a proposta da Polônia seja sustentável”, observou ele, acrescentando que Washington continuaria a discutir o assunto com a Polônia e outros Estados-membros da OTAN.

Ao mesmo tempo, Kirby disse que a Polônia estava no direito de dar seus próprios aviões de guerra à Ucrânia, acrescentando que a decisão era, “em última análise, para o governo polonês”.

Na semana passada, o presidente polonês Andrzej Duda pareceu descartar a ideia de que Varsóvia entregaria caças à Ucrânia por conta própria.

“Não estamos enviando nenhuns jatos para a Ucrânia porque isso abriria uma interferência militar no conflito ucraniano. Não estamos nos juntando a esse conflito”, disse Duda em entrevista coletiva conjunta com o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg.

Kiev tem pedido ao Ocidente que forneça aviões de guerra e drones de sistemas antiaéreos enquanto a operação militar especial russa na Ucrânia entra em sua segunda semana.

O presidente ucraniano Vladimir Zelensky também instou a OTAN a implementar uma “zona de exclusão aérea” sobre o país. No entanto, a aliança se recusou a fazê-lo, apontando que tal movimento resultaria em uma “guerra de pleno direito na Europa envolvendo muitos outros países”.T

Reuters

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