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A oposição usa os princípios dos nazistas do III Reich

III Reich

A insistência da grande imprensa e de setores da Justiça em tentar colocar José Dirceu como o grande idealizador do Mensalão e agora, nas palavras do procurador Carlos Fernando dos Santos, como o “instituidor” do esquema de corrupção na Petrobrás, faz parte de uma estratégia para se chegar ao presidente Lula.

A ação da oposição no Brasil utiliza alguns dos 11 princípios de Goebbels que levaram o nazismo a tentar dominar a humanidade.

Não conseguiram, mas exterminaram cerca de 6 milhões de judeus, além de outros tantos milhões de minorias, como ciganos, homossexuais e negros, e soldados de várias nacionalidades mortos em combate.

O primeiro princípio nazista é exatamente o da simplificação e da criação de um inimigo único, ou seja, simplifique, não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem de errado, concentre-se em apenas um até acabar com ele.

Os que não acreditarem em mim pesquisem sobre as ideias nazistas.

Quem se der ao trabalho vai perceber que, no mínimo outros dois princípios nazistas idealizados por Goebbles, Ministro da Propaganda do Reich nazista, de 1933 a 1945, estão sendo bastante utilizados nesse momento contra o PT e seus líderes.

São eles, o princípio da transposição – quando se tenta transladar todos os males sociais a este inimigo, como fazem com Dilma; e o princípio do verossímil – que é discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas com versões contra o inimigo escolhido.

O objetivo deste debate é exatamente que o receptor não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro, como fazem, por exemplo com a pregação do impeachment.

Chamar delatores de “colaboradores”, que é como a equipe da Lava Jato se refere aos empresários milionários que sempre montaram esquemas de propinas nas grandes empresas brasileiras – é, no mínimo, um desrespeito à inteligência de brasileiros com cérebros em funcionamento.

Eles estão agindo em interesse próprio na tentativa de diminuir suas penas.

Na verdade, são criminosos cientes de seus erros, mas, para se livrar a pele contam histórias, não se sabe até que ponto confiáveis.

Você confiaria em alguém que faz negócios escusos e depois entrega seus comparsas? Eu não. Se ele é corrupto e dedo duro, por que não seria, também, mentiroso?

Mesmo assim Moro mandou prender quem já estava preso. Por que Moro mandou prender José Dirceu e levá-lo para Curitiba se ele nunca demonstrou intenção de fugir durante todo o tempo de liberdade que teve durante a Ação Penal 470?

Se essa fosse sua intenção poderia muito bem ter feito isso, mas optou por não fazer. É um homem de coragem, de fibra. Não foge da raia. Porque então fugiria agora? E como fugiria se já estava em prisão domiciliar e obviamente vigiado?

Ou seja, sua prisão foi mais uma ação para humilhar o PT, endeusar e jogar holofotes sobre Moro, e tentar dar um mote resumo à Operação Lava Jato: a culpa é do PT.

Paulo Francis deve estar se revirando no túmulo, ele que morreu de enfarte fulminante, em 1997, em parte pela angústia de ter sido condenado a pagar multas altíssimas, exatamente por ter denunciado a existência de corrupção na Petrobras, durante o governo FHC.

Concordo plenamente com uma afirmação feita pelo colunista da Folha, Janio de Freitas, esta semana a respeito do andamento da Lava Jato em relação a José Dirceu.

Segundo ele, “a transferência de responsabilidades, concentrando-as em um só, é como um prêmio adicional à delação, já premiada”. E eu acrescento: a Lava Jato premia duplamente criminosos, delatores e, sabe-se lá se contam mentiras ou verdades encomendadas.

Além disso, Moro e sua equipe parecem sofrer de amnésia seletiva. Será que já se esqueceram que mais de um delator, dentre eles Pedro Barusco, admitiu a existência de propinas na Petrobras desde 1997?

E a grande imprensa?

Onde está seu papel investigativo?

Não está acompanhando de perto os depoimentos, vendo os vídeos no Youtube com parte dos depoimentos como o de Youssef e outros?

Por que não tem um posicionamento crítico?

A crítica só funciona para quem usa camisa vermelha?

Obviamente porque faz parte intrínseca da trama antipetista, que quer destituir Dilma e colocar na cadeia José Dirceu e Lula.

É a mesma imprensa que foi parte do golpe de 64, na preparação, na execução e na sustentação, da ditadura, com exceção do Jornal Última Hora e da TV Excelsior, destruída logo a seguir pelo regime militar.

Além de tentar provar que o PT inventou a corrupção, querem também convencer a todos que os governos petistas destruíram a economia brasileira e um mar de rosas deixado pelos oito anos do PSDB no poder.

Fernando Henrique, que destruiu o país e entregou a preço de banana nossas grandes estatais, tem a cara de pau de mandar recados para Dilma enquanto veraneia na ilha de Sardenha, um dos mais seletos e caros recantos do Mediterrâneo, frequentado pela aristocracia europeia e milionários do mundo inteiro.

Criticar é fácil. Mentir também. No entanto, não é necessário ser a favor ou contra o PT para entender o que aconteceu no governo FHC.

Basta consultar os números, eles são oficiais e podem ser encontrados no Banco Central, no Ipeadata, no IBGE, nos sites dos ministérios.

Quando chegou ao poder FHC encontrou o país com uma carga tributária de 27% do PIB. Ele entregou ao Lula o país com uma de 37% do PIB.

A dívida pública brasileira em 500 anos foi de 38% do PIB. Com oito anos de desgoverno de FHC, ela subiu para 78% do PIB.

FHC desmobilizou US$ 100 bilhões das privatizações e o país desceu ao menor volume de investimento desde a Segunda Guerra Mundial.

Além do país ter sido entregue ao governo Lula, sem crédito externo e sem reservas próprias de divisas, encontrava-se também em situação de instabilidade cambial crônica e inflação em alta, com taxas o dobro das atuais.

A saída é encarar de frente a verdade. Mentir, atacar e pregar o ódio não fará o país avançar, mas sim mergulhar num abismo.

Seria, no entanto, ingenuidade crer que líderes da oposição abandonarão seus afazeres para fechar um pacto onde o que fosse votado no Congresso representasse a vontade popular e as necessidades mais urgentes do país.

Cabe aos movimentos políticos organizados da esquerda brasileira unir forças e discutir seriamente saídas, com participação popular, organização e controle social dos processos de reforma política, reforma agrária, reforma tributária entre outras tão necessárias ao Brasil.

Devemos levar o debate para as ruas, no ônibus, no metrô, na padaria, nas escolas, nas universidades, sindicatos, nas igrejas, no campo de futebol.

Nos posicionar contra essa tentativa de demonização do PT, contra essa farsa de que nós petistas inventamos a corrupção, mostrar que estamos percebendo o que está acontecendo, e que estamos preparados para tomar este país em caso de um golpe contra a democracia e a Constituição nacional.

Chico Vigilante

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