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Deputados da bancada de Lemann convocam coletiva para justificar infidelidade partidária

(Foto: Reuters | Câmara dos Deputados)

Um grupo de deputados da bancada de empresários bilionários liderados por Jorge Paulo Lemann convocaram uma entrevista nesta coletiva para defender que os mandatos para os quais foram eleitos pertencem a eles como propriedade privada e não aos partidos que os acolheram. A iniciativa é da deputada Tábata Amaral (PDT-SP) e de mais seis parlamentares do PDT e PSB que compoem a bancada “lemanzista” no Congresso.

Os parlamentares que convocaram a coletiva são, além de Tábata, Felipe Rigoni (PSB), Gil Cutrim (PDT), Jeferson Campos (PSB), Flavio Nogueira (PDT), Rodrigo Coelho (PSB) e Marlon Santos (PDT).

Pela legislação brasileira, confirmada pelo Supremo Tribunal Federal, “o mandato pertence ao partido político, pelo qual concorre o candidato” (STF, MS 30.260/DF). É esta determinação legal que Tábata e os demais parlamentares desejam burlar, para poderem compor uma verdadeira bancada empresarial no Congresso. A crise entres este grupo de parlamentares e os partidos pelos quais foram eleitos explodiu quando eles confrontaram a posição partidária e votaram a favor da liquidação da Previdência Social pretendida pelo goveno Bolsonaro.

Lemann colecionava empresas e agora coleciona mandatos. Tem uma fortuna estimada em US$ 22 bilhões (algo como R$ 90 bilhões). Com um grupo de amigos milionários, como o publicitário Nizan Guanaes e Abílio Diniz, financiou, usando sua fundação e outras entidades, um grupo de candidato que se colocaram à margem do sistema político, com campanhas custeadas pelos empresários e sem utilizar os recursos públicos dos fundos partidários.

Agora querem autonomia dos partidos para formarem uma bancada fiel a seus patrocinadores. Para isso entraram com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral.

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