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Sob risco de ser presa, Carla Zambelli pede socorro a Elon Musk

Zambelli e Delgatti

Carla Zambelli se tornou ré na última terça-feira (21) por decisão unânime tomada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

A deputada reagiu fazendo uma publicação no X (antigo Twitter) em que cita um versículo bíblico sobre ‘perseguição da Justiça’. “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”, postou.

A deputada federal e o hacker Walter Delgatti Neto vão ser julgados pelo STF pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em abril, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou os dois pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

Em janeiro de 2023, o hacker acessou o sistema do CNJ e inseriu dados falsos, como um mandado de prisão contra Alexandre de Moraes, do STF. No ano passado, Delgatti confessou a invasão, disse que fez a pedido de Zambelli e que teria recebido R$ 40 mil pelos serviços. Se condenada, a deputada pode ser presa.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou para receber a denúncia e foi seguido pelos demais ministros do colegiado: Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

Nesta sexta-feira (24), Zambelli ainda fez uma espécie de pedido de socorro a Elon Musk. Ao comentar uma postagem do bilionário que não tinha qualquer relação com o Brasil, a bolsonarista disse que os processos contra ela na Suprema Corte só avançaram porque Musk “parou de tuitar”.

“Elon Musk, por favor, olhe novamente para o Brasil. Você iniciou uma revolução contra o mal no Brasil, mas depois que parou de twittar, todos os processos recomeçaram. Anteontem eu tive um revés pela segunda vez, por pura perseguição. Parece que estamos vivendo no inferno. Ajude-nos!”.

O revés a que Carla Zambelli se refere diz respeito a um outro processo, desta vez no TSE, em que ela foi condenada por associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao satanismo.

Também foram condenados no mesmo processo o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Cleitinho (Republicanos-MG), o músico Roger Moreira e o influenciador Bernardo Kuster.

RPP

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