Existir para deixar de existir

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Carlos Lima

Tudo na vida tem um fim.

Não adianta fazer de conta que essa premissa um dia não chega até você.

Com certeza seus esforços amnésicos não serão suficientes para vencer a impossibilidade de ressurreição.

Não tem riqueza, não tem paraíso e não tem nenhuma informação sobre o que existe de outro lado, nem mesmo se tem algum lado.

Por falar em lado, porque brigas tanto por um qualquer, se não sabes da existência de nenhum.

Na vida, tanta dor; sofrimento; egoísmo; dinheiro e poder, e no fim nada se aproveita.

A metamorfose é do nada que volta ao nada, ou seja, o que não existia, recriou-se para deixar de existir.

Quando eu paro, deixo de existir. Quando durmo é porque ainda sou a esperança da humanidade que teima em antecipar sua extinção.

A mesquinhez do ser humano é o seu verdadeiro legado diante de sua insignificância universal.

Sempre querendo a ubiquidade que nunca será alcançada, porque tudo na vida tem fim.

Deixe-me em paz, dane-se.

Carlos Lima – Feira de Santana, 9/1/2016

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