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Museu da Língua Portuguesa festeja o idioma

Museu da Língua Portuguesa festeja o idioma

Se a língua portuguesa é viva, viva a língua portuguesa. Esse é o espírito do dia que festeja o idioma, no próximo sábado. Desde o ano passado, o Museu da Língua Portuguesa — atualmente em reconstrução após um incêndio em 2015 — esticou o calendário de comemorações. São três dias de programação cultural gratuita — de quinta (3) a sábado (5) — e aberta ao público. A festa acontece na Estação da Luz, em São Paulo, que abriga o museu em obras (veja destaques da programação). A celebração é uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho e do Governo de São Paulo, com o apoio de EDP Brasil, Itaú Cultural e Grupo Globo.

 O museu, assim como a língua portuguesa, que está o tempo inteiro sendo esticada e dobrada, é vivo, apesar de temporariamente fechado. E todas as atividades da semana que vem estão sendo pensadas para um museu que nunca pretendeu ser da norma culta, mas de nós mesmos, os falantes, protagonistas desta língua em constante recriação — diz Deca Farroco, gerente de projetos de Patrimônio da Fundação Roberto Marinho.

Deca explica que, quando começaram as obras de recuperação do espaço, surgiu a preocupação de manter viva a relação entre a instituição e o público, que chegou a quatro milhões de visitantes. Como não perder esse contato independentemente do espaço físico?

Não queríamos guardar o museu na gaveta até 2019, quando está prevista a reinauguração. No ano passado, então, aderimos ao Dia da Língua, para o qual preparamos uma agenda que inclui um pouco de literatura, música, artes visuais.

A efeméride virou o pontapé para uma programação anual ainda maior, que contará, por exemplo, com a exposição “A língua portuguesa em nós”, que vai à África (Cabo Verde, Angola e Moçambique), entre maio e setembro; uma participação na Flip, em julho; e outra na Bienal do Livro, em agosto. No caso da exposição, iniciativa do Itamaraty, a ideia é que a palavra “nós” representem não somente os falantes, mas os nós marítimos, das grandes navegações, e os nós que nos atam. A mostra leva um pouco da história da língua desde que chegou ao Brasil, e traz de volta a chamada cápsula de sotaques: os visitantes serão estimulados a gravar um depoimento, que se tornará acervo do museu. Assim, ele vai sendo recriado, com base nos seus dez anos de história, mas também se repensando.

Enquanto isso, está para começar a etapa da cobertura do prédio do museu, com 89 toneladas de madeira certificada recém-chegada da Amazônia e telhas de zinco, conforme a configuração original da construção. O que sobrou da cobertura antiga foi usado na recuperação das esquadrias. Concluída essa etapa da obra, em julho, começa a reforma interna. Depois, será a hora de implantar a exposição.

 Algumas peças se mantêm, já que as mídias tinham backup, possibilitando a preservação de parte importante do acervo. Mas aproveitamos para preencher lacunas, como as conexões com outros países falantes do português — adianta Deca.

PAULA AUTRAN

 

 

 

 

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