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Alta dos preços dos combustíveis eleva arrecadação do governo Bolsonaro em mais de R$ 70 bilhões

Pinóquio do combustível

 Enquanto Jair Bolsonaro culpa os governos estaduais pela alta dos preços dos combustíveis, o governo federal deverá amealhar cerca de R$ 70,1 bilhões até o final deste ano por meio do aumento da arrecadação, dividendos e royalties oriundos do setor.

“O governo está numa posição muito confortável. Nunca arrecadou tanto na área de óleo e gás como hoje em dia”, disse o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, ao G1.

Segundo o CBIE, a estimativa é que a União tenha arrecadado cerca de R$ 15,2 bilhões até setembro por meio dos tributos federais (Pis e Cofins).

Até o final do ano, outros R$ 23 bilhões serão originários de dividendos da Petrobrás, que tem o governo federal como principal acionista. Já R$ 31,9 bilhões virão de participações especiais e royalties.

Ao longo do ano passado foram arrecadados R$ 36,2 bilhões por meio destas fontes de recursos.

Os preços dos combustíveis alcançaram o maior valor do século no início deste mês.

De acordo com dados da da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do litro da gasolina nas bombas é  R$ 6,710, o do diesel está em R$ 5,339, e o do etanol é de R$ 5,294.

O último aumento realizado pela Petrobrás foi registrado no final de outubro, quando a gasolina subiu 7,04%, e o diesel 9,15%.

Brasil

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