GLOBO SEDUZ CARMEN LÚCIA COM SEU PRÊMIO MÁXIMO

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Ministra Carmem Lúcia

O jornal O Globo, dos irmãos Marinho, renovou sua aposta no Poder Judiciário, ao escolher o brasileiro que “faz diferença”.

Depois de premiar os juízes Joaquim Barbosa, em 2014, e Sergio Moro, em 2015, ambos algozes do PT na Ação Penal 470 e, em seguida, na Lava Jato, o jornal escolheu a ministra Cármen Lúcia, que, neste ano, assumirá a presidência do Supremo Tribunal Federal.

A frase mais marcante de Cármen Lúcia em 2015 foi também um recado direto para o PT “Na história recente de nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós brasileiros acreditou no mote de que a esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a ação penal 470 e descobrimos que o cinismo venceu a esperança. E agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. Quero avisar que o crime não vencerá a Justiça. A decepção não pode vencer a vontade de acertar no espaço público. Não se confunde imunidade com impunidade. A Constituição não permite a impunidade a quem quer que seja”, afirmou a ministra, ao votar pela prisão do senador Delcídio Amaral, envolvido na Lava Jato.

A fala da ministra foi questionada por militantes petistas que questionaram o trecho “a maioria de nós brasileiros acreditou no mote de que a esperança tinha vencido o medo” – este foi o mote usado por Lula para se tornar presidente em 2002.

Vítima da ditadura

Neste ano, O Globo também decidiu homenagear, in memoriam, Inês Etienne Romeu, uma brasileira que foi brutalmente torturada pelo regime militar de 1964.

“Inês passou os últimos anos de vida em Niterói. Enfrentava dores de cabeça e nas pernas, por sequelas da tortura e do acidente doméstico. Ainda assim, teve forças para receber a CNV e identificar por fotos alguns dos seus torturadores. Mais uma vez, oferecia uma contribuição ao país. Morreu enquanto dormia, na madrugada de 27 de abril do ano passado”, diz reportagem do Globo sobre a homenagem.

A ditadura implantada em 1964 foi apoiada abertamente pelo Globo, que se beneficiou de suas relações com os militares. Só recentemente, em 2013, o jornal publicou um mea culpa pelo apoio ao regime que perseguiu, torturou e matou brasileiros.

“Os homens e as instituições que viveram 1964 são, há muito, História, e devem ser entendidos nessa perspectiva. O GLOBO não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país.

À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma”, diz um trecho

Leonardo Attuch

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