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Jornalista confunde Felipão com o Sósia.

Um dos jornalistas mais poderosos do Brasil, durante a década de 90, quando dirigiu a revista Veja, Mario Sergio Conti, atualmente apresentador de um programa na Globonews e colunista dos jornais Folha de S. Paulo e Globo, virou piada dentro e fora do País . O motivo: Conti publicou uma falsa entrevista com um sósia de Felipão, chamado Vladimir Palomo, como se ele fosse o treinador, nos sites da Folha e do Globo.

 

Conti saiu da Editora Abril logo depois de publicar o livro Notícias do Planalto, sobre a relação entre jornalistas e o governo Collor. Nele, insinuou que dois profissionais da casa – José Roberto Guzzo, que hoje faz parte do conselho editorial, e Augusto Nunes, atualmente colunista de Veja – teriam ligações promíscuas com suas fontes, envolvendo vantagens pessoais. Com o livro, sua presença na Abril se tornou insustentável.

 

Depois disso, Conti passou por vários lugares, inclusive pela bancada do Roda Viva, na TV Cultura, até chegar aos atuais postos na Folha, no Globo e na Globonews. Os dois primeiros empregadores – os jornais das famílias Frias e Marinho – perdoaram seu erro. Certamente, uma atitude distinta da que Conti tomaria caso um de seus repórteres conseguisse emplacar com um sósia de alguém nos anos 90. Seria demitido por justa causa, sem choro nem vela.

 

Ontem, depois da “barriga” – jargão usado para as trapalhadas jornalísticas – do ano, Conti tentou se explicar, mas não teve alternativa, a não ser pedir desculpas. Leia sua entrevista à Zero Hora:

 

Zero Hora — Foi uma brincadeira ou o senhor realmente confundiu o sósia de Felipão com o próprio técnico?

Mário Sergio Conti — Pensei realmente que era o Scolari. Nunca estive com Felipão. Sequer vi entrevistas dele na televisão; só nas partidas, ao lado do campo. Achei todas as respostas dele sensatas.

ZH — Vocês conversaram sobre Neymar, empate com o México, aeroportos, vaias a Dilma… Quanto tempo durou essa conversa? Em nenhum momento, o senhor desconfiou?

Conti — Cerca de meia hora. O tempo do voo do Rio a São Paulo. Não desconfiei em nenhum momento que não fosse ele. Lera em algum lugar que a seleção estava de folga.

ZH — O texto publicado pelo O Globo (que foi atualizado quase 30 min depois da publicação) termina com a história do cartão de visitas do sósia. Essa informação constava na primeira versão ou foi acrescentada depois?

Conti — A informação constava do texto enviado originalmente. Nada foi alterado nele. Quando perguntei se toparia ser entrevistado na televisão, ele disse que sim, mas que estava muito ocupado naqueles dias. Aí me deu o cartão e rimos. Imaginei que era uma piada dele: entreviste esse sósia meu…

ZH — O que o senhor tem a dizer aos seus leitores?

Conti — Perdão pela confusão. Felizmente, ela não prejudica ninguém. Não afetará a Bolsa, a Copa ou as eleições.

O jornal gaúcho também entrevistou Vladimir Palomo, sósia de Felipão, que diz que Conti deveria saber que aquilo era uma brincadeira. Leia abaixo:

Zero Hora — Foi o senhor que deu uma entrevista ao colunista Mario Sergio Conti?

Palomo — Sim, estávamos dentro do avião, sentei ao lado dele. Foi uma conversa com um pessoa comum, como eu converso com você. Cinco a dez minutinhos no voo, só isso. E outra coisa: nem sabia que ele era jornalista. Só na hora de ir embora, eu perguntei quem ele era, e ele disse que era repórter.

ZH — O senhor entregou um cartão para ele?

Palomo — Entreguei um cartão onde diz que eu faço eventos como sósia do Felipão. Eu sou aquele rapaz que trabalha no Zorra Total.

ZH — O senhor acha que ele se confundiu ou que ele sabia que se tratava de um sósia?

Palomo — Provavelmente ele deveria saber. Tinha um monte de gente tirando foto com o sósia do Felipão e com o sósia do Neymar.

ZH — Foi uma brincadeira ou ele estava levando o senhor a sério?

Palomo — Eu acho que foi uma brincadeira o tempo inteiro. Ou então ele se confundiu. Você acha que o Felipão ia ficar andando sozinho em um avião no dia da Copa?

ZH — Entramos em contato com o Mario Sergio Conti e ele afirma que se confundiu mesmo. O senhor acha que a sua imitação está tão boa assim?

Palomo — Eu não imito, sou eu mesmo. Não imito nada.

Fonte: 247/ Foto: web.

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