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Médico de MG afirma que “mata” paciente petista em plantão

O médico Bernardo Pinto de Oliveira Souza, de Muriaé (MG)

“Petista eu mato em plantão”.

Em mensagens, médico sugere matar pacientes que não estejam alinhados com suas convicções políticas. Ele apagou os perfis nas redes sociais após a repercussão do conteúdo

O médico Bernardo Pinto de Oliveira Souza, de Muriaé (MG), apagou os seus perfis nas redes sociais após a divulgação de mensagens em que ele sugere matar pacientes que não estejam alinhados com suas convicções políticas.

“C [você] caça um jeito de arrumar um plano de saúde proc pq petista eu mato em plantão viu” (sic), disse o médico em um grupo de WhatsApp.

“Qd c tiver morrendo lá, quero que vc grita lula drao e eu enfio o dedo no seu cu pra vê a lágrima escorrendo nos Zoi. Petista trata-se assim”, completou.

Membros do diretório do PT de Muriaé (MG) pretendem denunciar o médico ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG).

Antes de apagar seus perfis nas redes sociais, Bernardo demonstrava apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Ele ostentava fotos com frases como “o Lula tá preso, babaca”, “PT não” e “Bolsonaro 17”.

Declarações como a de Bernardo não são novidade. Um caso que ganhou projeção nacional foi o dos médicos que tiveram acesso ao diagnóstico de Marisa Letícia, ex-companheira de Lula. Relembre:

Sadismo na medicina nacional

Reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta quinta-feira revela o sadismo de alguns médicos brasileiros que tiveram acesso ao verdadeiro estado de saúde de dona Marisa Letícia.

Segundo a apuração, a médica reumatologista Gabriela Munhoz, de 31 anos, compartilhou informações sigilosas do diagnóstico de dona Marisa, horas depois de sua internação, na semana passada, em um grupo de WhatsApp de antigos colegas de faculdade.

Gabriela disse no grupo “MED IX” — referência à turma de formandos em Medicina de 2009 — que dona Marisa estava no pronto-socorro com diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico de nível 4 na escala Fisher — considerado um dos mais graves — prestes a ser levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Em reação à informação que acabara de receber, um colega de Gabriela, o médico residente em urologia Michael Hennich, ‘brincou’ quando ela disse que dona Marisa não tinha sido levada, ainda, para a UTI: “Ainda bem!”. Gabriela respondeu com risadas.

Outro médico do grupo, o neurocirurgião Richam Faissal Ellakkis, também comentou o quadro de dona Marisa:

“Esses fdp vão embolizar ainda por cima”, escreveu, em referência ao procedimento de provocar o fechamento de um vaso sanguíneo para diminuir o fluxo de sangue em determinado local.

“Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela”, escreveu Ellakkis, que presta serviços no hospital da Unimed São Roque, no interior de São Paulo, e em outras unidades de saúde da capital paulista.

Sírio Libanês
O Hospital Sírio Libanês afirmou que tomou ‘medidas disciplinares’ contra a médica Gabriela Munhoz pelo vazamento do diagnóstico de Marisa Letícia.

“Por não permitir esse tipo de atitude entre seus colaboradores, a instituição tomou as medidas disciplinares cabíveis em relação à médica, assim que teve conhecimento da troca de mensagens”, informou a assessoria do hospital.

 O hospital informou ainda ter “uma política rígida relacionada à privacidade de pacientes” e repudiou a quebra do sigilo de pacientes por profissionais de saúde.

De acordo com o Código de Ética Médica, profissionais de saúde não podem permitir o acesso de terceiros a prontuários de pacientes.

‘Dignidade Médica’

Mais cedo, antes mesmo da publicação da reportagem de O Globo, Pragmatismo Político revelou que médicos da comunidade ‘Dignidade Médica’ — grupo fechado reservado a médicos no Facebook — celebraram a notícia da morte cerebral de Marisa Letícia

RPP.

bando de vagabundos travestidos de médicos. (Carlos Lima)

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