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MP entregam à Justiça gravadores usados contra Richa

Beto Richa é suspeito de liderar esquema de propina em programa para recuperação de estradas rurais — Foto: Tarcísio Silveira/RPC

O delator Tony Garcia e o Ministério Público do Paraná (MP-PR) entregaram os gravadores usados para reunir provas na Operação Rádio Patrulha, que prendeu o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB).

A confirmação da entrega foi feita nesta sexta-feira (21) pelo juiz Fernando Fischer, que havia ordenado o depósito dos equipamentos, ao considerar a necessidade de preservar o material gravado.

Tony entregou áudios ao MP que, segundo ele, são de uma conversa em que Richa pede propina.

O pedido para recolher os gravadores foi feito pela defesa de Pepe Richa, irmão de Beto, também preso na operação. Os advogados também pediram uma perícia, mas o juiz não a concedeu, por ora.

Richa foi solto na madrugada de sábado (15), após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é suspeito de liderar um esquema de propina em licitações para a recuperação de estradas rurais do estado, mas nega participação nos crimes.
Rádio Patrulha

A investigação do Gaeco é sobre o programa do governo estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais. Além de Beto Richa, outras 14 pessoas foram presas.

De acordo com o MP-PR, apura-se o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

Beto Richa é considerado chefe de uma organização criminosa que fraudou uma licitação de mais de R$ 70 milhões para manutenção de estradas rurais, em 2011.

A investigação aponta que o esquema criminoso funcionava a partir do aluguel de máquinas da iniciativa privada.

Os promotores afirmam que o acordo com empresários beneficiados pela licitação previa o pagamento de 8% a agentes públicos, a título de propina, sobre o faturamento bruto.

Fernanda Richa, mulher de Beto, participava da lavagem de dinheiro desviado no esquema, de acordo com o MP-PR. A lavagem de dinheiro, conforme os promotores, era feita por meio da compra e venda de imóveis.

 

G1

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