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O gabinete do ódio encontrou a melhor forma de exterminar os índios

Governo federal abandona índios na pandemia

Na Reserva Indígena de Dourados, a maior do país, com 13 mil indígenas, houve um aumento, em 17 dias, de 7.400% no número de contaminados por coronavírus.

Dia 13 de março, foi confirmado o primeiro caso na aldeia. No último sábado, o boletim epidemiológico do governo do Mato Grosso do Sul mostra que já são 74 contaminados.

Os dados alarmantes fizeram o Ministério Público Federal do Mato Grosso do Sul acionar a Justiça para cobrar providências do governo federal.

O órgão exige Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para todos os profissionais das Equipes Multidisciplinares da Saúde Indígena e demais servidores que atuem nas aldeias; insumos e medicamentos para tratamento dos doentes; além de medida para isolamento dos contaminados nas aldeias, ou fora, mas com acomodações adequadas para os indígenas.

Na ação, o Ministério Público Federal determina o pagamento de uma multa diária de R$ 50 mil, caso as medidas sejam descumpridas.

A Justiça Federal do Mato Grosso do Sul negou a liminar urgente do órgão para que possa ouvir o governo federal antes de tomar uma decisão sobre a proposta do órgão.

Em nota, o Ministério Público Federal afirma que acionou a Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai) e o Distrito Sanitário Especial Indígena do Mato Grosso do Sul (Disae) para que prestassem assistência imediata à Reserva Dourados. Porém, não obteve retorno.

Uma indígena de 58 anos pode ser a primeira morte por coronavírus confirmada na Reserva de Douradas. A mulher morreu com sintomas da doença e a Disae está investigando a causa do óbito.

Em resposta às perguntas enviadas pelo Brasil de Fato, o Ministério da Saúde informou que uma “carga de insumos e Equipamentos de Proteção Individual (EPI) saiu, nesta segunda-feira (01/06), da sede do Distrito Especial Saúde Indígena (DSEI) Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, para os 14 Polos Bases e três Casas de Saúde Indígena (CASAI) da região”.

O órgão também afirma ter adquirido EPIs, álcool em gel, sabonete líquido e papel toalha, com previsão de chegada na terça-feira (02/06); diz que realizou adequações nas Casas de Saúde Indígena e que está buscando parcerias com instituições municipais, estadual e empresas para disponibilizar outros locais para isolamento de pacientes.

“Os medicamentos estão em processo de aquisição, com recurso empenhado para solicitação emergencial. Quanto à contratação de Equipe de Resposta Rápida, não houve médicos interessados no processo seletivo do edital”, assegurou o Ministério.

Título cljornal  –  Texto Igor Carvalho

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