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Comerciante bolsonarista tortura quilombola no meio da rua

Comerciante bolsonarista tortura quilombola

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o comerciante Alberan de Freitas Epifânio torturou um quilombola em situação de rua no último sábado (11) na cidade de Portalegre (RN), com população superior a 7.909 habitantes.

Luciano Simplício teve os pés e mãos amarrados e foi espancado no meio da rua. Um vídeo registrou alguns trechos do episódio bárbaro, que mostra o homem negro chorando e com o rosto voltado para o chão.

É possível ouvir duas mulheres ao fundo conversando e uma delas diz: “ele quer linchar”. Alberan, em seguida, desfere mais um chute nas costas do homem caído e uma outra mulher pede: “não mate, não”.

O comerciante responde: “Mato, mato ele. O que é meu eu tenho o direito de defender.”

Alberan é proprietário do Mercadinho Eduarda. De acordo com o portal Mossoró Hoje, o comerciante teria espalhado pela cidade que Luciano seria um ‘bandido’ e que estava ‘sempre drogado’.

O quilombola não gostou e, ao ficar sabendo das acusações, reagiu atirando pedras no comércio de Alberan.

A cena do espancamento chegou até a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT-RN), que se manifestou nas suas redes sociais afirmando que o governo estadual não será conivente e “não compactuará com manifestações eivadas de discriminação, intolerância, ódio e abusos de quaisquer naturezas.”

Após o caso ganhar repercussão, o comerciante foi alertado por amigos em um grupo de WhatsApp que poderia sofrer consequências pelo crime que cometeu.

Alberan, no entanto, minimizou: “Nada demais, isso é só movimento. Isso já era esperado, não estou arrependido não. Para defender o que é meu, eu faço.

Fiz e faço quantas vezes for preciso”, disse ele em áudio.

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