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Conheça o empresário que recebeu a Polícia Federal a tiros em Manaus

O empresário Nilton Costa Lins Júnior

Terra de ninguém: empresário que recebeu a PF a tiros faz parte de uma das famílias mais influentes do Amazonas e é herdeiro de um império. Nilton Costa Lins Júnior é pai das médicas gêmeas que ficaram conhecidas nacionalmente por furar a fila da vacinação

O empresário amazonense Nilton Costa Lins Júnior é um dos alvos da Operação Sangria, que foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (2).

A operação investiga irregularidades no aluguel do seu complexo hospitalar para ser usado como hospital de campanha para pacientes com Covid-19 em Manaus (AM).

De família tradicional e bastante conhecido pela elite política e econômica de Manaus, Lins é sócio-administrador do Complexo Hospitalar Nilton Lins, uma das unidades que são referência no atendimento de pacientes da Covid-19 e que mantém contratos com o governo do Amazonas.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão justamente em endereços residenciais de Lins e da unidade hospitalar.

Na casa do empresário, no entanto, houve um entrevero.

Tiros foram disparados contra agentes da PF que cumpriam o mandado.

“A Polícia Federal foi recebida a tiros pelo empresário e seu filho. Foi uma situação bastante constrangedora e perigosa em Manaus”, disse a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo em sessão na quarta-feira no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A operação havia sido autorizada pelo ministro do STJ Francisco Falcão.

Esta não é a única polêmica em que o clã Nilton Lins se envolveu neste ano.

Em janeiro, quando a população amazonense ainda vivia dias de desespero pelo desabastecimento do oxigênio no sistema de saúde, as enteadas de Nilton Lins Júnior, as gêmeas Gabrielle kirk Lins e Isabelle Kirk Lins, recém-formadas em medicina, receberam a primeira leva de vacinas contra Covid-19 que chegou à capital.

Relembre o caso: Gêmeas milionárias furam fila da vacina em Manaus

As duas haviam sido nomeadas a cargos comissionados na prefeitura de Manaus um dia antes do início da imunização na cidade.

Depois, acabaram sendo exoneradas do posto e passaram a ser investigadas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas por suspeita de furar a fila da vacina.

O empresário não atua só no ramo da Saúde. Ele também é presidente da mantenedora da Universidade Nilton Lins, que leva o nome do seu pai e é uma das maiores instituições de ensino superior do estado.

Defesa pede revogação da prisão
A defesa do empresário Nilton da Costa Lins Junior informou que entrou com um pedido de revogação da prisão temporária dele na Justiça, na quinta-feira (3).

Junto com o secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, que também foi preso durante a operação, Nilton da Costa Lins Júnior foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM II) em Manaus. Inaugurado em 2017, o local recebe presos com curso superior.

A advogada de defesa do empresário, Paula Sion, disse que o pedido de revogação da prisão temporária de Nilton da Costa Lins Junior foi protocolado com a argumentação de que as diligências da Polícia Federal já foram concluídas e as oitivas foram todas realizadas ainda na quinta-feira (2). Com isto, a defesa acredita que não há mais motivo para a prisão ser mantida.

RPP

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