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Morre a socialite acusada de mandar executar o namorado

Anne Cipriano Frigo e a vítima

A socialite Anne Cipriano Frigo, 46, acusada de mandar matar o namorado Vitor Lúcio Jacinto, 42, em junho do ano passado, morreu neste final de semana em consequência de um câncer no cérebro. Ela havia sido beneficiada com a prisão domiciliar pela grave doença.

Anne ficou internada no Hospital Israelita Albert Einstein (zona oeste de São Paulo) devido ao tumor maligno.

Um denunciante anônimo chegou a informar falsamente ao Ministério Público que ela havia forjado laudos médicos para escapar da prisão. Porém foi comprovado que o estado de saúde dela era gravíssimo.

Investigações policiais apontaram que Anne mandou matar o namorado porque descobriu uma traição.

O corpo de Vitor foi encontrado em 16 de junho do ano passado no Jardim São Luís, zona sul. O corretor de imóveis Carlos Alex Ribeiro de Souza, 39, foi preso sob a acusação de ser o autor do crime.

Anne Frigo foi presa e levada para a Penitenciária Feminina de Sant’Anna, no Carandiru, zona norte de São Paulo, em 18 de agosto de 2021.

Ela passou mal na cadeia. Em 5 de outubro, já em prisão domiciliar, ela foi submetida a uma cirurgia no Einstein para a retirada do tumor.

No dia 7 de abril deste ano, a juíza Ana Carolina Munhoz de Almeida, da 3ª Vara do Júri da Capital, decidiu revogar a prisão preventiva decretada contra Anne, por entender que a saúde dela estava bem debilitada.

Fontes ligadas à socialite confirmaram à coluna que ela morreu em casa no final de semana.

O processo contra o corretor de imóveis continua tramitando. As investigações apontam que ele recebeu R$ 200 mil da socialite para matar Vitor.

O corpo da vítima foi encontrado em uma mata na rua Açucena-do-Campo.

Carlos Alex confessou o crime ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). No celular dele, apreendido pela polícia, havia cópia do cheque assinado pela socialite.

A ré negou ser a mandante do crime. Anne Frigo sempre atribuiu o assassinato exclusivamente ao corretor de imóveis. Carlos Alex conheceu Vitor em 2016, quando a vítima era segurança de um restaurante na capital paulista.

Em junho do ano passado, ambos tinham combinado de olhar um terreno. No depoimento à polícia, o corretor contou que saiu com Vitor e, na rodovia Castello Branco, a vítima começou a mexer no celular. Ele se aproveitou da distração do amigo, pegou a pistola Taurus calibre 40 e atirou nele. Vitor morreu na hora.

O corretor de imóveis dirigiu o carro por uma hora e 15 minutos e, após percorrer 49,6 km, chegou ao local onde o corpo foi desovado. Um motoqueiro, amigo de corretor, foi acusado de ajudá-lo a atear fogo no corpo da vítima.

RPP

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