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PM flagrado executando motociclista pelas costas afirma que se enganou

PM é preso após matar motoqueiro pelas costas

Imagens de uma câmera de segurança flagraram um policial militar atirando nas costas de um motociclista, em frente à 2ª Companhia do 29º Batalhão da PM, na Vila Americana, em São Miguel Paulista, zona leste da cidade de São Paulo.

O vídeo mostra que a vítima, antes de ser atingida, parou a motocicleta iria descer. Por meio de nota, a Polícia Militar disse que o homem foi socorrido no Hospital Tide Setubal, na mesma região, onde morreu. Nadson Igor Rodrigues de Miranda tinha 23 anos.

As informações iniciais, dadas pela Polícia Militar, apontam que Nadson estava em uma motocicleta roubada e teria fugido de tentativas de abordagens policiais.

Segundo a PM, o policial que matou o motociclista foi preso em flagrante e o crime será investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo,do governo João Doria (PSDB), afirma que o dono do veículo reconheceu o homem morto como sendo autor do roubo. A pasta afirma, ainda, que a PM também instaurou inquérito para apurar o caso.

PM há 24 anos

O autor dos disparos é o cabo Claiton Marciano dos Santos, que tem 45 anos de idade e há 24 trabalha na Polícia Militar. Ele afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que atirou no motociclista desarmado pelas costas porque ouviu um estampido e ficou com medo.

Claiton inicialmente disse que havia matado o jovem em legítima defesa, mas sua versão caiu por terra quando a Polícia Civil encontrou imagens de uma câmera de segurança.

Ele foi preso em flagrante por homicídio doloso (quando há intenção de matar). Segundo a Polícia Civil, as imagens mostram que Nadson não ofereceu risco à segurança do policial militar.

Em depoimento no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, o policial militar disse que estava acompanhando via rádio a comunicação de que um homem em uma motocicleta roubada estava fugindo de viaturas policiais na área do 29º Batalhão.

Ao perceber que o suspeito iria para as proximidades da unidade onde atua, o cabo saiu para rua. Quando ouviu o barulho da motocicleta, afirma que tentou abordar o homem.

Ainda segundo a versão do PM, o rapaz na motocicleta roubada teria ido em direção a ele, em uma tentativa de atropelamento, e depois retornou para o caminho oposto.

Santos afirma que foi atrás do suspeito e efetuou “dois ou três disparos em direção à parte de baixo da motocicleta, visando atingir as pernas do indivíduo ou os pneus ou carenagem da motocicleta, com o intuito de encerrar aquela perseguição”.

O cabo ainda disse em seu depoimento que não teve a intenção de balear Nadson, “apenas de parar a motocicleta”. No entanto, depois que o rapaz parou o veículo e aparentemente iria desembarcar, Santos efetuou novo disparo pelas costas.

Segundo ele, o tiro aconteceu porque teria ouvido um estampido que aparentava ser disparo de arma de fogo e não conseguia ver a mão direita de Nadson. Por isso, para “resguardar sua integridade física”, diz que atirou contra o jovem.

Os depoimentos também indicam que em nenhum momento durante a perseguição policial teve a informação de que Nadson estaria armado. Depois que o rapaz foi baleado, as buscas dos policiais não localizaram nenhuma arma ou simulacro sob posse do jovem.

RPP

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