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Professor é mandante do assassinato de engenheira grávida, diz polícia

Imagens: Letycia (1); Letycia grávida e Diogo (2); Diogo carregando caixão do bebê (3);

Diogo Viola de Nadai, professor de química e empresário, é o principal suspeito de ter mandado matar a engenheira Letycia Peixoto Fonseca, de 31 anos, com quem teria mantido um relacionamento fora do casamento por cinco anos. O crime aconteceu no dia 2 de março em Campos dos Goytacazes (RJ).

Natural do Espírito Santo, Diogo tem 40 anos, é professor do Instituto Federal Fluminense (IFF) e proprietário, junto com a esposa, de uma loja de calçados em um shopping de Campos. Também é conhecido como jogador de pôquer. Em depoimento, antes de ser preso, Nadai negou participação no crime. Após a prisão, não quis se manifestar.

Letycia Fonseca estava grávida de oito meses. Baleada com cinco tiros, a engenheira passou por uma cesárea de emergência e morreu na cirurgia. O bebê, um menino, morreu horas após o parto.

Nadai chegou a carregar o caixão do bebê e, apesar de ser apontado pela família de Letycia como pai da criança, se recusou a realizar exame genético para comprovar a paternidade. O teste foi solicitado pela polícia durante a investigação.

Tanto o suspeito de ter feito os disparos da garupa de uma moto quanto o condutor do veículo foram presos. Também foi detido um homem apontado como intermediador entre o professor e os suspeitos contratados para o crime, além do dono da moto. No total, cinco pessoas já foram presas.

A polícia ainda não divulgou detalhes da investigação, mas afirma que o crime foi premeditado e que a principal linha de investigação é a passional.

Nadai é casado com outra mulher, que vive em outra cidade. Ela, em depoimento, disse desconhecer Letycia. Ainda segundo a polícia, Letycia também não sabia do estado civil do professor.

Letycia Fonseca foi baleada cinco vezes por volta das 21h de quinta-feira, 2 de março. Uma câmera de segurança filmou a ação dos bandidos. No momento do crime, a vítima estava na direção de um Volkswagen Gol branco pertencente à empresa na qual trabalhava como engenheira de produção.

O veículo estava parado na frente da residência de familiares da gestante e havia uma segunda pessoa no banco do carona.

O vídeo mostra o momento em que Letycia é surpreendida por dois homens em uma moto. Eles já chegam atirando. Ela foi atingida por um tiro na face, dois no tórax, um no ombro e um na mão esquerda.

A mãe da vítima, que estava fora do veículo, ainda tentou segurar a moto, foi baleada na perna esquerda e acabou caindo.

As duas foram socorridas por um tio da vítima e levadas para o Hospital Ferreira Machado (HFM). A mãe de Letycia recebeu alta.

A gestante, no entanto, não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu na unidade. O bebê, do sexo masculino, nasceu de 30 semanas, pesando 1,7 kg, após uma cesariana de emergência.

O menino faleceu às 8h da manhã de sexta (3), em consequência de insuficiência respiratória e distúrbio cardiovascular.

A segunda ocupante do veículo no momento do crime era uma tia-avó, de 50 anos, que tem síndrome de Down e Letycia deixava em casa após um passeio de carro para acalmá-la. Ela não se feriu.

RPP

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