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Bolsonaro lamenta que assassino de petista tenha “recebido chutes no rosto”

Jorge Guaranho faz arminha até debaixo d’água

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou em conversa com apoiadores na terça-feira (12) o fato de que, mesmo estando caído após ter sido alvejado por tiros, pessoas chutaram a cabeça do assassino de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR).

“A gente vê que teve um problema lá fora, onde o cara que morreu [Marcelo], que estava lá na festa, jogou uma pedra no vidro daquele cara [Jorge Guaranho] que estava com o carro para o lado de fora.

Depois ele voltou e começou aquele tiroteio lá onde morreu o aniversariante”, disse. “O outro foi ferido, ficou lá caído no chão e daí o pessoal da festa –todos petistas– encheram a cara dele de chute”, emendou.

Na segunda-feira, a Justiça do Paraná determinou a prisão preventiva do bolsonarista Jorge Guaranho, o agente penitenciário que matou o guarda municipal Marcelo Arruda, durante sua festa de aniversário, que tinha como tema o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

André Alliana, que era um dos melhores amigos de Marcelo Arruda, contou que o guarda municipal estava na cozinha da associação quando Guaranho apareceu no local pela primeira vez. Segundo Alliana, Guaranho “parou o carro e começou a gritar ‘aqui é Bolsonaro’ e outras coisas”. Arruda “jogou um negócio” em Guaranho depois que o policial penal mostrou sua arma.

Quando Guaranho retornou, disparou contra Arruda, que reagiu também a tiros. Os chutes mencionados por Bolsonaro ocorreram no final do episódio.

Em tom de ironia, Bolsonaro afirmou ainda que quando o caso envolve petistas é “violência do bem, chute na cara de quem está deitado, caído no chão”.

O presidente não destacou o fato de Guaranho ter começado os disparos.

“Se esse Guaranho morre de traumatismo craniano e não por causa do ferimento à bala, esses petistas que chutaram a cara dele lá vão responder por homicídio”, afirmou o presidente.

Jorge Guaranho
Em suas redes sociais, Jorge Guaranho se define como conservador e cristão. Ele usa as redes sociais principalmente para defender Bolsonaro, se diz contra o aborto e as drogas e considera arma sinônimo de defesa.

Em junho de 2021, ele aparece sorrindo em uma foto ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do mandatário.

“Vamos fortalecer a direita”, escreveu em 30 de abril numa corrente da “#DireitaForte” para impulsionar perfis de conservadores com poucos seguidores.

Sua última postagem antes do crime é um retuíte de uma publicação do ex-presidente da Fundação Cultural Palmares Sérgio Camargo, dizendo:

“Não podemos permitir que bandidos travestidos de políticos retornem ao poder no Brasil. A responsabilidade é de cada um de nós”.

Semanas atrás, o policial penal [trabalha em unidades prisionais] publicou ainda uma mensagem de cunho LGBTfóbico ao comentar o anúncio do jogador de futebol Richarlyson sobre ser bissexual. “Popeye assume que come espinafre”, escreveu Guaranho.

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