Saques nas manifestações no Rio poderá obrigar o uso de armas letais pela PM

A Polícia Militar do Rio de Janeiro está praticamente incapaz de conter as depredações e os saques que estão ocorrendo nas principais artérias da cidade, como ocorreu no Leblon, na última quarta feira.

O bairro se tornou uma praça de guerra, a destruição foi praticamente total. O patrimônio público e privado foram saqueados e destruídos.

Por conta dessa situação a PM quer voltar a usar gás lacrimogêneo e armas letais para controlar esses tipos de manifestações.

O comandante da PM carioca, Erir da Costa Filho, declarou que o pactuado com a secretaria de Direitos Humanos, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Anistia Internacional não deu certo.

Disse que é preciso mudar o tipo conduta. Outras organizações queriam que tirássemos todas as armas não letais e diminuísse o uso de gás lacrimogênio e foi feito e a polícia passou a usar jatos água. Mas, depois do que ocorreu na quarta feira afirmou que é preciso fazer uma reavaliação da forma de atuar.

Segundo comandante, como é que a polícia vai controlar uma turba com uma munição não letal? Disse ainda que as organizações têm que ir à frente das câmeras e dizer quais armas a PM pode usar.
Entendemos que a situação tende a se agravar muito mais. Nossa posição é reforçada com o que disse o comandante da PM carioca.

– “Estamos diante de algo que não sabemos que não tem um líder e não temos com quem negociar”. “Temos diversos vídeos que mostram os manifestantes jogando urina e cuspindo nos policiais.”

“Atrás da farda temos seres humanos. Para a polícia não tem direitos humanos?”,

“Estamos aqui para dar segurança a todos, inclusive para a imprensa e não estamos tendo apoio dos senhores também. Nós temos policiais feridos. Somos cidadãos e eleitores também. A responsabilidade da mídia é muito grande. Depois não vai pedir ajuda da polícia. A mídia tem que pensar. Tá todo mundo perdido. Nós não estamos perdidos”.

Será que alguém pode tirar a razão do comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro?

O secretário de segurança, José Mariano Beltrame, ao afirmar que no Rio ainda não foi constatada nenhuma morte durante as manifestações, esqueceu de dizer que diversos empresários foram obrigados a fechar as portas de suas lojas porque todas suas mercadorias foram roubadas e as lojas destruídas.

Será que o estado vai indenizar os empresários? As ações flexíveis podem continuar até que ponto?

O coronel Costa Filho se viu obrigado a dizer: “essa é a polícia que temos”. “Boa ou ruim é a polícia que vocês precisam, para dar segurança de qualquer jeito,”.

O comandante do Estado Maior da Polícia, Alberto Pinheiro Neto, disse que a corporação ainda foi atacada com bolas de gude e pedras portuguesas.

– “Quando não se tem um líder, não se tem com quem negociar,” lamentou Costa Filho. “Esse é um fator novo e que temos que aprender. Essa PM que está hoje nas ruas não pegou a ditadura. Temos que negociar pelo computador.”

Pinheiro Neto disse ainda que os escudos utilizados pelo Batalhão de Choque são muito antigos. “Tenho 29 anos de polícia e, quando cheguei, esses escudos já estavam na corporação”.

Essa observação foi feita para justificar o fato de a polícia não ter material novo por conta da ausência de problemas com manifestações nos últimos anos.

– “Imagina se tivéssemos comprado escudos e material novos? Seríamos questionados sobre o motivo, já que não tínhamos necessidade disso” respaldou a informação.

A delegada Martha Rocha, chefe da Polícia Civil, negou que a corporação esteja trabalhando mal e exemplificou dizendo: “A formação de quadrilha é afiançável e quando chegamos com alguém preso já tem dez advogados na porta. Não faço milagres,” justificou.

Essas informações devem servir de alerta para as corporações militares em todos os estados do país. Ações de vandalismo e saques que ocorreram no Rio de Janeiro pode se repetir em outras cidades.

Está muito distante o fim dessas manifestações. Eles devem ocorrer com a visita do Papa, aproveitando a presença da imprensa internacional, até a realização da Copa do Mundo de Futebol poderemos viver momentos de tensão no Brasil. Aguardem para comprovar.

 

Fonte: Carlos Lima com informações de Marcus Vinicius Pinto

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