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8 de Janeiro não será superado sem a prisão de Bolsonaro

O fascista genocida e traidor da Pátria

“Não só Bolsonaro, mas todos os envolvidos na organização, promoção, financiamento e participação do 8/1 não podem sair impunes. Inclusive militares das Forças Armadas”, escreve Aquiles Lins

Nesta segunda-feira completa-se um ano do maior atentado terrorista à República brasileira que já presenciamos desde a Constituição de 1988.

Com apenas 8 dias do governo popular de Luiz Inácio Lula da Silva, eleito legitimamente e empossado, o país assistiu a uma invasão de cerca de 5 mil terroristas bolsonaristas à Praça dos Três Poderes. Inconformados com a derrota nas urnas, incentivados pelo seu maior líder, Jair Bolsonaro, e acobertados pelas forças de segurança como o Exército, a Polícia Militar e o governo do Distrito Federal, a turba golpista vandalizou as sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

Um ato no Congresso relembrará a intentona fracassada.

O acampamento golpista em frente ao Quartel General do Exército em Brasília cresceu cerca de 20 vezes de tamanho, com a chegada de centenas de ônibus nos dois dias anteriores trazendo golpistas de diferentes partes do país.

Ninguém fez nada.

Quem financiou esses terroristas?

Sabe-se que empresários do agronegócio estão entre os financiadores. A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira uma nova fase da Operação Lesa Pátria com foco naqueles que investiram na tentativa de destruição do nosso estado democrático de direito.

Segundo o Supremo Tribunal Federal, os ataques de 8 de janeiro na Praça dos Três Poderes, em Brasília, levaram à prisão ao menos 1.430 pessoas em 2023.

Foram instauradas 1.354 ações penais contra os participantes dos atos criminosos e golpistas.

Os inquéritos foram abertos pelo ministro Alexandre de Moraes a pedido da Procuradoria-Geral da República. De setembro do ano passado a janeiro deste ano, 30 pessoas foram condenadas pela participação nos atos terroristas.

Qualquer leitor minimamente informado sabe que Jair Bolsonaro, seguindo a cartilha da extrema-direita internacional, tentou desacreditar o sistema eleitoral brasileiro desde a sua eleição em 2018.

Onde tinha possibilidade, atacava as urnas eletrônicas, que o elegeram cinco vezes para a Câmara Federal.

A CPMI dos atos golpistas demonstrou sua participação inequívoca e de seu entorno na promoção e liderança da selvageria do 8 de janeiro de 2023.

Enquanto Bolsonaro estiver em liberdade, os atos terroristas de 8 de janeiro não serão superados.

Mas não apenas Bolsonaro. Todos os envolvidos na organização, promoção, financiamento e participação do 8 de janeiro não podem sair impunes.

Isso inclui os militares das Forças Armadas. Não podemos conviver novamente com uma anistia, seja velada ou explícita.

Aquiles Lins

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