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Augusto Aras diz que aos senadores da CPI que investigará os indiciados

Augusto Aras reunido com os senadores da CPI

Os senadores da CPI da Covid entregaram, nesta quarta-feira (27), ao procurador-geral da República, Augusto Aras, o relatório aprovado pelo colegiado no qual pede o indiciamento de Bolsonaro por dez crimes.

O procurador se comprometeu com os senadores a investigar todos os indiciados pela comissão que possuem foro privilegiado em função do cargo.

Aras também definiu que vai encaminhar o material para “análise prévia” de um órgão da PGR que fiscalizou as políticas públicas da pandemia, o Gabinete Integrado Covid-19 (Giac).

“No nosso encontro da #CPIdaCovid com Aras, ficou definido a PGR vai investigar todos os denunciados no relatório que tem foro privilegiado. Confrontado sobre um engavetamento até o fim do ano, Aras disparou que tem compromisso com as instituições e regramento republicanos”, escreveu no Twitter o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Confira os crimes imputados a Bolsonaro pela CPI:

– Epidemia com resultado de morte:

Bolsonaro teria agido ou omitido-se para causar uma maior proporção da pandemia: o relatório alega atraso na compra de vacinas e que o governo boicotou medidas preventivas como o uso de máscaras e o distanciamento social.

– Infração de medida sanitária preventiva:

O relatório acusa Bolsonaro de negar-se a utilizar máscara de proteção, infringindo lei federal assinada pelo próprio.

– Charlatanismo:

Bolsonaro é acusado de promover o tratamento com hidroxicloroquina, que, comprovadamente, não tem qualquer ligação com a cura da Covid-19.

– Incitação ao crime:

Bolsonaro é acusado de incitar a população a se aglomerar, não usar máscaras e a não se vacinar.

– Falsificação de documento particular:

Bolsonaro é acusado de citar um suposto estudo do Tribunal de Contas da União (TCU) para dizer que metades das mortes provocadas pela Covid-19 teriam sido causadas por outras doenças.

No caso, o presidente teria falsificado uma análise pessoal feita pelo auditor do TCU, Alexandre Figueiredo Marques, a qual teria recebido via WhatsApp pelo pai de Marques.

– Emprego irregular de verbas públicas:

Bolsonaro é acusado de incentivar a produção de cloroquina com ao menos R$ 1,14 milhão para tratar a covid-19 mesmo com a comprovação de ineficácia do medicamento.

– Prevaricação:

Há duas denúncias de prevaricação: a primeira em relação à denúncia do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que disse à CPI que informou o presidente sobre irregularidades no contrato de compra da vacina indiana Covaxin.

A segunda diz respeito à omissão da informação de que o sistema de saúde do Amazonas iria colapsar diante da covid-19.

– Crimes contra a humanidade: extermínio, perseguição e atos desumanos:

Bolsonaro é acusado de participação na crise de oxigênio em Manaus; das suspeitas praticadas pelo plano de saúde Prevent Senior; das suspeitas de ataques sistemáticos às populações indígenas.

– Crime de responsabilidade: violação de direito social:

Bolsonaro é acusado de descompromisso diante da pandemia e, consequentemente, com a preservação da vida.

– Crime de responsabilidade: incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo: Bolsonaro é acusado de não agir conforme o decoro do cargo de presidente da República.

RV

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