Candidatos ricos que receberam auxílio emergencial serão investigados

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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu que sejam investigados os casos identificados pelo GLOBO de candidatos a prefeito e vereador que, mesmo com patrimônio milionário, receberam auxílio emergencial do governo.

Pelo menos 298 candidatos com bens acima de R$ 1 milhão receberam o auxílio, segundo levantamento da reportagem.

Ter um patrimônio alto não é necessariamente um impeditivo para receber o benefício, mas é um indício de irregularidade.

O subprocurador-geral Lucas Furtado pediu que os casos sejam investigados no processo que já está em andamento no tribunal sobre irregularidades no auxílio emergencial, relatado pelo ministro Bruno Dantas.

“Certo é que os elevados patrimônios, per si, não impedem o recebimento daquele benefício, porém, causa tamanha estranheza que pessoas com abundantes bens necessitem da proteção do Estado no momento de crise em que o país – e o mundo – tem passado”, diz o documento assinado pelo procurador.

Ele pede que sejam apurados “indícios de irregularidades supramencionadas com a consequente identificação e responsabilização dos candidatos políticos aos cargos de vereador e prefeito que, aparentemente, receberam indevidamente o auxílio emergencial”.

Procurado sobre o caso, o Ministério da Cidadania afirmou que “tem atuado em conjunto com Polícia Federal e Ministério Público Federal para garantir a persecução penal de crimes praticados contra o auxílio emergencial”.

A pasta disse ainda que, além “das sanções civis e penais cabíveis”, quem recebeu o benefício indevidamente terá de devolver o valor.

O ministério diz já ter recebido de volta R$ 166,19 milhões pagos a quem não teria direito e que o índice de desconformidade no auxílio é de apenas 0,44%, segundo uma análise da Controladoria-Geral da União.

O Globo

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