Como reagirão as oposições à escolha de Rui Costa

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As oposições não vão ficar paradas ante a definição e o anúncio da candidatura a governador do PT, prevista para o final deste mês. Apesar do surgimento aqui e ali de focos de resistência contra a escolha do chefe da Casa Civil do governo, Rui Costa, como candidato do PT, há no partido de Jaques Wagner o sentimento de que são apenas isso, pequenos focos de resistência, devendo se dissipar até lá, isto é, a expectativa é de que sejam todas recolhidas, servindo ao desejo da maioria do partido de se harmonizar e unificar em torno do candidato preferido do governador.

O PT fez grandes conquistas para a máquina partidária nos dois mandatos do governo Wagner. É evidente que a quantidade de cargos comissionados e de postos de importância na administração estadual conquistados no período levam os militantes petistas, grande parte dos quais beneficiados com as indicações, a pensar duas vezes antes de enfrentar ou criar dificuldades para a candidatura que venha a ser definida, não importando suas preferências pessoais e políticas. Afinal, melhor com Rui do que com um aliado ou – o pior dos mundos para eles – com um adversário declarado no comando do Estado.

Ocorreria uma desmobilização funcional semelhante ou pior do que a registrada por ocasião da derrota do carlismo, depois de décadas de controle da máquina estadual. Portanto, entendida a importância que a continuidade tem para o grosso do PT, traduzida esteticamente como seu projeto de poder, não há a menor hipótese de que a legenda não se una como um verdadeiro monolito em torno do nome que venha a ser escolhido, colocando-o no topo dos topos da lista de objetivos da agremiação para o ano das eleições estaduais.

Sabem disso tanto a militância como os pré-candidatos petistas ao governo que hoje disputam com Rui Costa o direito de representar o partido na sucessão de Jaques Wagner. Aliás, ninguém conhece melhor a alma petista do que o próprio pré-candidato favorito, que buscou, no período, cercar-se dos cuidados necessários a garantir o controle das instâncias decisórias da legenda com vistas a conquistar sua meta, sendo a mais decisiva delas a eleição à presidência do partido de Everaldo Anunciação, confirmada nos últimos dias.

Pelas evidências, será Rui o candidato a governador do PT, a menos que ocorra um estrondoso tsunami político, daqueles que não deixam rocha sobre rocha e cujos pragmáticos radares afiados dos meteorologistas petistas e de seus principais aliados não conseguiram captar até aqui. Mas e o que faz a oposição depois de uma escolha que está sendo anunciada com tanto tempo de antecedência? Precipita-se sobre ela anunciando também que já dispõe de um nome para enfrentá-la com todas as armas de que dispõe?

Tudo indica que não. Mesmo porque não registra o mesmo senso de urgência política que se percebe no governo, tem mais pré-candidatos orgânicos avaliando o cenário do que os governistas e, na avaliação da maioria de seus líderes e integrantes, não possuiria condições financeiras nem psicológicas de bancar uma campanha, fora da máquina estadual, com tanto tempo de antecedência como o governo. Daí que a alternativa é fazer um evento conjunto no mesmo dia ou em seguida à escolha de Rui Costa, com todos os seus nomes, de forma a mostrar que pelo menos permanece determinada a manter a unidade para disputar a sucessão.

Fonte: Raul Monteiro

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