Contrariando Kassab, Otto Alencar quer ser senador

Palpites de bastidores são de que o vice-governador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, usa de estratégia para não se declarar candidato à sucessão de Jaques Wagner (PT) ‘antes da hora’.
Apesar do entusiasmo do líder nacional do PSD, Gilberto Kassab, que põe a Bahia como uma das prioridades no pedido de retribuição feito ao PT pelo apoio à presidente Dilma Rousseff, Otto prefere minimizar o assédio dos correligionários e entusiastas e se coloca “à disposição” de Wagner para compor a possível chapa única governista como candidato ao Senado.
“Não sou candidato. Não estou focado nisso, mas em fazer o melhor trabalho no governo. Além disso, considero que posso colaborar mais no Senado, porque lá poderia fazer mais não só pela Bahia como também por todos os estados trabalhando pelas reformas política, tributária, trabalhista e penal”, disse o vice-governador.
Otto teria dito a Kassab que é melhor esperar ficar mais claro andamento do processo eleitoral por parte de Jaques Wagner, que encontra muita dificuldade para ‘arrumar a casa’ diante de tantas candidaturas na base.
Wagner tem de administrar, além do desejo de Kassab e do PSD, outro aliado de peso, o PSB do governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos. O líder socialista pretende lançar a senadora Lídice da Mata à disputa pelo Governo da Bahia em 2014.
Mas aí há outro problema. Se Eduardo for mesmo bater chapa com Dilma, Lídice deixaria de ser candidata da base de Wagner.
Seria mais fácil para o petista apoiar Otto Alencar, afinal o PSD já selou casamento com a presidente até 2014. Ainda na seara das especulações, figurões da política baiana dizem que aconselham Wagner a apoiar Otto, pelo fato de o PT não ter nome que empolgue.
Até então, o preferido de Jaques Wagner é o chefe de sua Casa Civil, Rui Costa, que não consegue aglutinar as forças do PT a seu favor. O ex-presidente da Petrobras e atual secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, já é carta fora do baralho. O próprio Wagner teria convencido o ex-presidente Lula a desistir da ideia de lançá-lo à disputa. Por ora o cenário ainda é confuso e incerto.

Fonte: Redação

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