Deputado diz que “viu estrelas” no exame de próstata

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on email

No final da tarde de ontem , o deputado estadual Manoel Isidório de Santana (PT), mais conhecido como Sargento Isidório, 43, ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa da Bahia para fazer um discurso contra o toque retal, utilizado pelos médicos no exame de próstata.

 

“Até agora estou vendo estrelas, graças à virulência do médico”, contou o deputado, um dos líderes da maior greve feita pela polícia baiana, em 2001.

 

Parlamentar folclórico –costuma ir às sessões carregando um botijão de gás, cujo preço prometeu baixar se fosse eleito –, Sargento Isidório disse em seu discurso que não é machista. “Pensava que era de uma outra maneira. Mas, da maneira que o médico me tratou, a maneira que foi introduzido aquele dedo, foi horrível. Quase que desmaio, não aceito”, saí de lá com o olho cheio de vaga-lume”, disse o deputado.

 

Mais à frente, Sargento Isidório disse que o exame feito em “pessoas menos esclarecidas” ainda é pior. “Se faz isso com um deputado, imagine com pessoas que não têm esclarecimento. Imagine com um sem-terra, com um desempregado.”

 

Paralelo ao seu discurso, o deputado fez questão de mostrar com gestos e gritos como foi o seu exame. “O médico chegou e foi colocando o dedo. É angustiante para um pai de família, principalmente com a minha idade, passar por isso”, disse. Em seguida, o deputado acrescentou que a medicina tem o dever de encontrar uma outra fórmula para o exame. “A ciência está aí querendo fazer até gente igual, criando tudo que é coisa. Tem de haver outros métodos.”

O deputado Targino Machado (PMDB), que é médico, em aparte, lembrou que existe outra fórmula para o exame, o PSA (exame de sangue usado para diagnosticar câncer de próstata). “Todo homem civilizado, depois dos 40 anos, deveria fazer o exame. Mas, deputado, por melhor que seja, o PSA não é totalmente eficiente. Então, temos de fazer o toque retal mesmo”, disse.

Fonte: Redação / Folha de SP

OUTRAS NOTÍCIAS