DILMA ESTABILIZA BASE E PROVA FORÇA NO CONGRESSO

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on email

O governo da presidente Dilma Rousseff colocou no centro de sua política social o estabelecimento de cotas raciais e sociais para acesso a universidades e o serviço público federal.il

Em série, a partir de agosto de 2012, o Congresso aprovou as cotas para 50% das vagas oferecidas no ensino superior federal, com a maioria batendo as objeções da oposição.

Este ano, em fevereiro, mais uma etapa da política de cotas – a reserva de 20% das vagas em concursos públicos para negros – foi cumprida, com nova vitória folgada do governo.

Ontem, ao obter, na data e hora combinadas, a aprovação do Marco Civil da Internet, a presidente completou um arco de vitórias aberto em dezembro de 2013, quando o Orçamento da União foi aprovado a partir de negociações rápidas e eficazes.

Pela frente, Dilma pode voltar a voar em céu de brigadeiro sobre o Congresso caso ultrapasse o mau tempo à volta da possível CPI da Petrobras.

A oposição considerava que aprovaria a investigação com facilidade, mas esbarrou, como acontecera antes, em todos os embates mais importantes, na solidez da maioria governista.

Os debates resultaram na apresentação de duas questões de ordem, do governo e da oposição, que geraram, de cada um dos lados, pedidos de mandados de segurança ao Supremo Tribunal Federal.

A solicitação dos oposicionistas deve ser ter solução hoje, a ser dada pela ministra Rosa Weber.

Caso ela devolva a responsabilidade pela criação da CPI ao Congresso, que então decidiria sobre os marcos nos quais se darão os trabalhos, a maioria governista deve fazer valer, mais uma vez, sua força numérica, extraída de eleições livres.

Falta a superação desta etapa para que se possa dizer que Dilma, por mais que se propagandeie sua aversão à atividade política mais miúda, bem ao gosto dos parlamentares, terá vencido todos os seus principais desafios no Congresso.

No caso de a CPI da Petrobras ser formada, contra a vontade explícita da presidente, a oposição terá conseguido uma revanche sobre Dilma capaz de empatar a goleada que ela vem aplicando até aqui com os jogadores de sua base.  

 

Fonte: Agência Nacional

OUTRAS NOTÍCIAS