Geddel dá ultimato a oposições sobre candidatura

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on email

 

Das declarações políticas registradas esta semana pela imprensa, uma merece especial atenção. Ela foi disparada pelo deputado estadual Leur Jr., líder do PMDB na Assembleia Legislativa, e tem cara de ter sido pedida pelo dirigente do partido na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o que não diminui o seu mérito. O que disse Leur? Que a escolha da candidatura das oposições a governador tem que sair ainda este ano e que Geddel é o melhor nome, por justificativas que elencou, para liderar as forças oposicionistas rumo ao Palácio de Ondina.

Ao abordar o tema, Leur tocou num assunto crucial hoje para as oposições: o momento mais adequado para a definição da candidatura oposicionista. É sabido, embora não tenha adquirido ainda dimensão pública, que a definição da data para anunciar o candidato a governador das oposições é hoje o tema mais delicado em relação ao qual o grupo se debate. Enquanto Geddel quer pressa na definição, assumindo o ônus e o bônus de lançar-se candidato ainda este ano, outros setores da oposição acreditam que a cautela seria o melhor procedimento neste momento.

Neste campo, estariam principalmente as lideranças do DEM, partido que tem entre seus quadros, segundo as pesquisas, os nomes mais lembrados para a disputa, entre eles o ex-governador Paulo Souto e o prefeito ACM Neto, que, aliás, já adiantou que não é candidato a nada, mas a governar, da melhor maneira possível, a cidade de Salvador. Não é o caso de Souto, cuja discrição em relação à questão muitos ainda acreditam que poderá transformar-se na disposição declarada de assumir o desafio de concorrer mais uma vez ao governo do Estado.

Mas é exatamente a demora em relação à definição da candidatura que mais incomoda o PMDB, principalmente depois que espalham-se indícios de que o governo do Estado, depois de alimentar um debate interno no seu principal partido, o PT, a respeito de quem deveria encabeçar a chapa a governador, deve começar a trabalhar para anunciar seu candidato ainda no mês de novembro, logo após as eleições para eleger os dirigentes estaduais e municipais petistas. Não se pode negar garra, como afirmou Leur Jr., ao ex-ministro Geddel.

Para reforçar o desejo do peemedebista de se lançar candidato, o deputado estadual lançou mão, inclusive, de um aviso que se imaginava impensável há coisa de um ano: “Geddel está disposto a marchar junto com os demais partidos que compõem a oposição baiana e com a candidatura a presidente da República que for apoiada por essas mesmas siglas, divergindo inclusive do seu partido nacionalmente”. Leur não precisou acrescentar, mas é um sinal de que Geddel está disposto a chutar o pau da barraca e deixar o governo Dilma Rousseff, onde ocupa uma diretoria na Caixa.

É o preço que o ex-ministro está disposto a pagar para ser candidato. Por meio das declarações de Leur Jr., o PMDB deixou claro o que pensa sobre a sucessão do governador Jaques Wagner (PT). Resta saber como reagirão os virtuais parceiros dos peemedebistas. Se calarão, tomarão uma decisão ou mandarão o recado de volta também por meio de um de seus deputados?

Fonte: Raul Monteiro

OUTRAS NOTÍCIAS