Mourão afirma que Presidente que coloca em risco sistema democrático e paz social “tem que ser parado”

General Mourão

Em longa entrevista a Fabio Murakawa e Fernando Exman, na edição desta quarta-feira (20) do jornal Valor Econômico, o vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), se colocou contra um processo de impeachment de Jair Bolsonaro (Sem Partido) neste momento.

Mas ressaltou que “é óbvio” que um presidente que coloque em risco a democracia e a paz social “tem que ser parado”.

“Vamos olhar, por que vamos fazer o impeachment? Vai chegar daqui ao ano que vem. E, se o governo dele não for bom, ele não será reeleito, caso seja candidato à reeleição.”

“Porque ele pode chegar à conclusão: ‘não vai dar para mim’. Agora, é óbvio que se um presidente colocar em risco a integridade do território, a integridade do patrimônio, o sistema democrático e a paz social do país, ele tem que ser parado pelo sistema de freios existente”, disse Mourão.

Levantando dúvidas até mesmo da candidatura à reeleição do “01” do governo.

O vice-presidente disse, no entanto, que não acha que Bolsonaro represente uma ameaça institucional e que as declarações dele são apenas “retórica”, que dependendo da interpretação mostra que o presidente busca uma “insurreição”.

“Eu acho que Bolsonaro não [representa uma ameaça institucional. Existe talvez uma retórica que, dependendo da interpretação que você coloca, [interpreta que há] atentado à democracia, que o presidente está querendo uma insurreição. Mas não é isso”.

Pandemia

Mourão ainda fez mea culpa pela “politização” da vacina contra o coronavírus, dizendo que “tanto do nosso lado quanto do lado do governo de São Paulo”, “a discussão que foi levada única e exclusivamente para o lado político”, mas ressaltou que vê mais erros que acertos na gestão federal da pandemia.

Para o vice, o presidente também não foi responsável pelas aglomerações nas ruas.

“Aí tem uma responsabilidade compartilhada entre todas as esferas de governo. Nenhum dos nossos governadores e prefeitos conseguiu implementar um lockdown para valer.”

“Até porque no Brasil esse troço não dá. O Brasil é um país muito grande, muito desigual. Não é a França ou a Espanha, que você dá um grito em Madri e todo mundo ouve. Na China, o cara bota a força armada na rua, cerca, derruba a internet… É diferente daqui”, afirmou.]

Ou seja, Mourão quis passar panos quentes nos crimes praticados pelo governo, até porquê deseja salvar a própria pele e não ser incluído no impeachment. Mas é tão culpado quanto o capitão “bunda suja”.

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