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O silêncio dos aliados de Bolsonaro sobre novo ataque ao sistema eleitoral

Bozo critica urnas eletrônicas e arma golpe

Os novos – e graves – ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eleitoral brasileiro durante reunião com diplomatas que ele convocou, na segunda-feira, 19, renderam reações negativas dos principais adversários políticos, de instituições do Poder Judiciário e da sociedade civil e da imprensa internacional, mas é motivo de silêncio absoluto entre alguns dos principais aliados eleitorais do capitão.

O candidato bolsonarista ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que vai participar do mesmo processo eleitoral que o seu ex-chefe coloca sob suspeita, não falou nada até agora. E não vai falar. Segundo a sua assessoria, ele não vai comentar, pois era um evento do presidente.

Nenhum outro candidato a governador que conta com o apoio – ou ao menos a simpatia – de Bolsonaro também fez coro às suspeitas levantadas pelo presidente, nem mesmo o ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL), candidato ao governo do Rio Grande do Sul e que geralmente compactua das ideias conspiracionistas de Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas.

Candidatos a senador que também estavam ao lado do presidente até pouco tempo, como os ex-ministros Damares Alves, Rogério Marinho e Gilson Machado, também não comentaram nada em suas redes sociais até agora.

Todos terão seus nomes nas urnas eletrônicas que o presidente coloca sob suspeita internacionalmente.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que além de candidato é um dos chefes do Poder Legislativo, um contrapeso importante ao Executivo na balança de poder de República, também não falou nada até agora.

Seu último post nas redes sociais foi para comemorar o apoio do prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (MDB) ao seu candidato ao governo de Alagoas, Rodrigo Cunha (União Brasil).

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi uma das poucas exceções.

Ela usou o Twitter para criticar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, por ele ter reagido aos ataques de Bolsonaro convocando a sociedade civil a defender a democracia.

“Agora já podemos afirmar com toda certeza que Fachin tem um lado. Um ministro do STF convocando uma manifestação contra o presidente da República”, escreveu.

O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP), que como Zambelli chegou a ser cotado para candidato ao Senado na chapa de Tarcísio, também atacou o presidente do TSE.

“Fachin disse que é a hora de dar um basta no presidente Jair Bolsonaro. Vai fazer o que? Mandar dar uma flechada no pescoço dele durante uma motociata???”, postou no Twitter.

Tulio Kruse

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