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Odebrecht vai denunciar mais de100 políticos: Alckmin, Pezão, Cabral, Pimentel…

Na manchete de O Globo, os depoimentos do acordo de delação premiada de , executivos da construtora Odebrecht, inclusive o de seu ex-presidente Marcelo Odebrecht, apontarão, segundo o jornal mais de cem deputados, senadores e ministros, entre outros políticos, como beneficiários diretos de desvios de dinheiro público, e dez governadores e ex-governadores, entre eles o  do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB); o de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); e de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

Os depoimentos começam hoje, a tempo de serem vazados para as revistas semanais. Ou não, dependendo “de quem” disserem.

O curioso é que o jornal diz que “as negociações avançaram (…)  depois que advogados da empresa informaram ao Ministério Público Federal que estavam conseguindo recuperar os arquivos eletrônicos do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, destinado a pagar propina a pedido de outras áreas da empresa”.

Realmente deve ser interessante o processo que leva uma grande e propineira empresa a fazer este esforço para produzir provas contra si mesma.

Como é interessante que o sistema eleitoral brasileiro, dominado pelo financiamento privado das campanhas, defendido com unhas e dentes pelo O Globo e pela mídia em geral, fosse mantido com este dinheiro.

E ainda muito mais interessante é que, nas apurações do jornal, Lula não tenha sido citado.

Fernando Brito

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