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Pazuello é a 18ª mudanças que Bolsonaro faz em seu Ministério

O presidente (coisa)

Com a saída de Eduardo Pazuello do Ministério da Saúde , o presidente Jair Bolsonaro chegou a 18 trocas no ministérios desde o início da sua gestão.

A Saúde é justamente a pasta com mais mudanças, junto com a Educação: ambas estão no quarto ministro. A maioria das trocas (11) ocorreu durante 2020 .

A conta envolve mudanças dentro do governo . Onyx Lorenzoni, por exemplo, já ocupou três ministérios diferentes. Também foi levada em consideração a recriação do Ministério das Comunicações, realizada em junho do ano passado.

Relembre todas as mudanças:

1 – Gustavo Bebianno
Primeiro ministro a ser demitido do governo, Bebianno foi exonerado da Secretaria-Geral em fevereiro de 2019 após desentendimentos com Bolsonaro e com o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

2 – Ricardo Vélez
Vélez deixou o Ministério da Educação em abril de 2019, após uma gestão considerada desastrosa, com demissões em série no ministério.

3 – Carlos Alberto Santos Cruz
General da reserva e amigo de Bolsonaro, Santos Cruz foi exonerado da Secretaria de Governo em junho de 2019, depois de sofrer ataques de Carlos Bolsonaro e do ideólogo Olavo de Carvalho.

4 – Floriano Peixoto
Substituto de Bebianno na Secretaria-Geral, Floriano durou poucos meses e saiu da pasta em junho de 2019, para assumir a presidência dos Correios, cargo que ocupa até hoje.

5 – Gustavo Canuto
Em fevereiro de 2020, Canuto foi demitido do Ministério do Desenvolvimento Regional e foi deslocado para a presidência da Dataprev.

6 e 7 – Onyx Lorenzoni e Osmar Terra
Também em fevereiro de 2020, Bolsonaro fez duas alterações no ministério: demitiu Osmar Terra da Cidadania e colocou em seu lugar Onyx Lorenzoni, que estava na Casa Civil.

8 – Luiz Henrique Mandetta
Após diversos atritos com Bolsonaro, por divergências na forma de lidar com a pandemia de Covid-19, Mandetta foi exonerado do Ministério da Saúde em abril de 2020.

9 – Sergio Moro
Um dos principais integrantes do governo, Moro pediu demissão do Ministério da Justiça em abril de 2020, acusando Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal (PF).

10 – André Mendonça
O substituto de Moro na Justiça foi André Mendonça, que até então ocupava a Advocacia-Geral da União (AGU).

11 – Nelson Teich
Depois de menos de um mês no Ministério da Saúde, Nelson Teich pediu demissão em maio de 2020 alegando divergências com Bolsonaro.

12 – Fábio Faria
Em junho de 2020, Bolsonaro anunciou a recriação do Ministério das Comunicações, que até então estava vinculado à Ciência e Tecnologia, e nomeou o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) para o cargo.

13 – Abraham Weintraub
Substituto de Vélez na Educação, Weintraub foi exonerado em junho de 2020 após uma série de polêmicas no cargo. O principal desgaste foi com o Supremo Tribunal Federal (STF), por ele ter defendido a prisão de ministros.

14 – Carlos Decotelli
Anunciado como substituto de Weintraub, Decotelli ficou menos de uma semana no cargo e pediu demissão antes mesmo de tomar posse, depois de uma série de inconsistências em seu currículo serem descobertas.

15 – Marcelo Álvaro Antônio
Titular do Ministério do Turismo, Marcelo Álvaro foi exonerado em dezembro de 2020, após discutir com o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, em um grupo de WhatsApp. Marcelo Álvaro acusou o colega de negociar cargos em troca de apoio na eleição da Câmara dos Deputados.

16 e 17 – Jorge Oliveira e Onyx
Amigo da família Bolsonaro, Jorge deixou a Secretaria-Geral em dezembro de 2020 após ser indicado para o Tribunal de Contas da União (TCU). O cargo ficou vago até fevereiro, até ser ocupado por Onyx, que deixou a Cidadania.

18 – Eduardo Pazuello
Após dez meses de Pazuello como ministro da Saúde, primeiro como interino e depois efetivo, Bolsonaro anunciou na segunda-feira que ele será substituído pelo cardiologista Marcelo Queiroga. O presidente afirmou que é o momento de partir “para uma parte mais agressiva no tocante ao combate ao vírus”.

Pazuello perde o cargo por exigência do Centrão.

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