PF conclui que deputado Vander Loubet cometeu crime ao receber ‘caixa 3’

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Felipe Bastos

A Polícia Federal concluiu que o deputado Vander Loubet (PT-MS) cometeu crime ao receber R$ 50 mil de “caixa 3” na eleição de 2010. As investigações começaram após as delações de executivos da Odebrecht.

Enquanto o “caixa 2” consiste em o candidato receber uma doação e não declará-la à Justiça Eleitoral, o “caixa 3”, pelo entedimento da PF, consistiu em Loubet pedir doação de campanha para a Odebrecht, e os executivos da empresa procurarem um outro grupo empresarial para fazer a doação. O crime investigado no caso é falsidade ideológica eleitoral – leia os detalhes mais abaixo.

Procurado, o deputado divulgou nota na qual afirmou que as acusações contra ele não procedem e são “inverídicas”.

“Os recursos recebidos pela minha campanha foram contabilizados como consta na prestação de contas, aprovada pela Justiça Eleitoral. Repito: todas as doações foram oficializadas, de maneira que não recebi recursos não contabilizados”, afirmou.

As conclusões da Polícia Federal foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e remetidas à Procuradoria Geral da República (PGR) para análise.

Entenda o caso

O delegado responsável pelas investigações, Heliel Jefferson Martins da Costa, chegou à conclusão de que Vander Loubet, ex-executivos da Odebrecht, o dono do Grupo Petrópolis, Walter Faria, e o dono das empresas de distribuição de bebidas Praiamar e Leyroz de Caxias, Roberto Lopes, cometeram o crime de falsidade ideológica eleitoral.

Segundo as investigações, Loubet pediu doação ao grupo Odebrecht na eleição de 2010 e teve o pedido atendido, mas o dinheiro foi destinado à campanha e registrado oficialmente como doação de duas empresas ligadas ao Grupo Petrópolis.

Procurado, o grupo informou que “todas as doações feitas pelo Grupo Petrópolis seguiram estritamente a legislação eleitoral e estão devidamente registradas.”

A doação pelas empresas clientes do Grupo Petrópolis, ainda de acordo com as investigações, foi pedida por dirigentes da Odebrecht porque eles não queriam aparecer como doadores para a campanha de Loubet. A Petrópolis repassou o pedido às empresas Praiamar e Leyroz.

Em depoimento, Walter Faria contou que o valor foi abatido de uma “conta corrente” mantida pela Odebrecht e pelo Grupo Petrópolis, criada em razão de obras feitas pela empreiteira para a cervejaria.

Como eram feitos os pedidos

Em algumas oportunidades, segundo a PF, o pedido era repassado por Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis, aos clientes, que efetivamente faziam as doações. O delegado ressaltou que, só entre 2010 e 2012, Praiamar e Leyroz doaram R$ 77 milhões para candidatos.
De acordo com Walter Faria, Roberto Lopes, da Praiamar, não sabia que o pedido original era da Odebrecht.

Marcelo Parreira e Camila Bomfim

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